Enfermeiros

Bloco de Esquerda: falta de dinheiro para contar tempo de serviço de enfermeiros é falsa questão

255

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, em Coimbra, que é "uma falsa questão" alegar que não há dinheiro para contabilizar o tempo de serviço dos trabalhadores.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse este domingo, em Coimbra, que é “uma falsa questão” alegar que não há dinheiro para contabilizar o tempo de serviço dos trabalhadores, designadamente dos enfermeiros.

“Não devemos misturar questões orçamentais com as questões sobre as próprias carreiras [profissionais]. É uma falsa questão dizer que não há dinheiro para contabilizar o tempo de serviço dos trabalhadores”, sustentou Catarina Martins, questionada pelos jornalistas, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião com trabalhadores dos CTT.

“Essa foi a desculpa utilizada para todas as conquistas que foram feitas logo no início da [atual] legislatura, como, por exemplo, acabar com os cortes inconstitucionais dos salários, garantir o aumento do salário mínimo ou o descongelamento das pensões”, recordou a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE).

“Disse-se que não havia dinheiro e não era verdade”, salientou.

Ficou provado, aliás, que, “quando se recuperam os rendimentos do trabalho, salários e pensões, a economia melhora e as contas públicas também melhoram porque, como todos nós sabemos, os enfermeiros, como os outros trabalhadores, não vão colocar o seu dinheiro em ‘offshores’, vão utilizá-lo naquilo que precisam e, com isso, vão dinamizar a economia portuguesa”, defendeu Catarina Martins.

“Foi isso que provámos, nos vários setores da economia, e isso continua a ser verdade e é nisso que o Bloco de Esquerda continua a acreditar”, sublinhou.

Sobre a proposta do Governo para ultrapassar o conflito com os enfermeiros, que está em debate público, Catarina Martins considera que ela tem “uma falha grave”, pois não “reconhece o tempo de serviço” destes profissionais, colocando aqueles que “têm muito tempo de serviço, que foram avaliados, que progrediram na carreira” com “um salário como se tivessem começado a trabalhar agora”.

Essa situação “não é aceitável”, pois “em todas as carreiras, o tempo de serviço, as responsabilidades dos trabalhadores, a sua avaliação, devem ser tidas em conta”, para os enfermeiros e para todos os profissionais, sustentou a líder bloquista.

A proposta para os enfermeiros é “parecida” com aquela que o Governo fez para os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, que “foi publicada em decreto-lei, contra a opinião dos sindicatos” e sobre a qual “o BE pediu a apreciação parlamentar”, acrescentou.

“Se o Governo insistir no [mesmo] erro em relação aos enfermeiros”, o Bloco de Esquerda “não deixará de fazer o mesmo”, isto é, de pedir a apreciação do diploma na Assembleia da República.

Mas, sublinhando que a proposta está em debate público, a coordenadora do BE defendeu: “O que nós esperamos é que o Governo compreenda a absoluta necessidade de respeitar as carreiras e o tempo de serviço e a correta contagem desse tempo de serviço”, concluiu Catarina Martins, insistindo que “isto é válido para todas as carreiras, seja no [setor] público ou no privado”.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)