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BMW e Mercedes querem combater a Uber. Juntas!

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Para surpresa geral, dois dos mais conceituados fabricantes de automóveis "premium" do mundo estão a apontar armas a uma empresa de transportes que perde dinheiro desde que surgiu em 2009.

Apesar dos prejuízos acumulados pela Uber, quem analisa a empresa de transportes americana não se fixa no seu histórico, concentrando-se apenas no seu potencial futuro de lucro. E é atrás disso mesmo que a BMW e a Mercedes se preparam para correr, através de cinco joint-ventures, agora anunciadas, e nas quais investiram 1000 milhões de euros.

O objectivo que une, aqui, os tradicionais rivais Grupo BMW e Daimler tem a ver com a mobilidade do futuro, numa fase em que cada vez mais pessoas habitarão as grandes cidades, cujo trânsito cada vez mais caótico vai desincentivar a compra de carro próprio, priorizando o aluguer à hora ou ao minuto, através de sistemas como o car-sharing ou ride-hailing, actividades que a Uber já explora. Isto significa que os compradores de automóveis novos de amanhã serão empresas como a Uber e nenhum fabricante quer ficar nas mãos deles, sem grande poder negocial.

Decididas a não continuar a dar avanço a operadores como a Uber, que está longe de ser a única a disputar este mercado, BMW e Mercedes estão apostadas em criar, em conjunto, um serviço de mobilidade à escala mundial. Para isso criaram a Free Now (ride-hailing), a Share Now (car-sharing), Charge Now (recarga de veículos eléctricos), Park Now (estacionamento) e a Reach Now (serviço multimodal).

Um dos trunfos desta associação germânica é partilhar e propor serviços a uma base de dados conjunta que pode ultrapassar os 60 milhões de clientes. E a Charge Now já gere 100.000 postos de carga em 25 países, enquanto o Park Now serve 30 milhões de clientes europeus e americanos. A Free Now conta com 21 milhões de clientes (na Europa e na América Latina), e a Share Now possui uma frota de 20.000 veículos em 31 cidades.

“Estes cinco serviços vão-nos permitir fornecer um serviço completo e integrado recorrendo a veículos eléctricos, autónomos e capazes de recarregar as baterias e estacionar sem intervenção do condutor”, sublinha o CEO da BMW, Harald Krüger. Pelo seu lado, o CEO da Daimler, Dieter Zetsche, diz acreditar que “juntando a força e o conhecimento de 14 marcas dos dois grupos”, será possível “criar uma empresa poderosa no ramo, cada vez mais importante, da mobilidade urbana”.

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