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Moçambique

Ataques em Cabo Delgado elevam nível de alerta para viajantes

Portugal, Reino Unido e Estados Unidos da América desaconselham os cidadãos a viajar para o norte de Moçambique, devido aos ataques de grupos armados em Cabo Delgado.

Entre os distritos desaconselhados pelo Governo português estão Mocímboa da Praia, Macomia, Palma, Nangade e Quissanga

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Portugal, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA) alertam para os riscos de segurança elevados no norte de Moçambique, devido aos ataques de grupos armados em Cabo Delgado, desaconselhando viagens a vários distritos daquela província.

O portal das comunidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, atualizado a 16 de fevereiro, lembra que desde outubro de 2017 que têm sido noticiados vários “incidentes graves na província de Cabo Delgado, alegadamente praticados por um movimento insurgente de matriz islâmica”, recomendando que “as deslocações se limitem ao imprescindível” e desaconselhando a permanência nas áreas mais afetadas.

Entre estas estão os distritos de Mocímboa da Praia, Macomia, Palma, Nangade e Quissanga, pelo que o portal, que fornece informações aos cidadãos portugueses que pretendem viajar para Moçambique aconselha “particular diligência no acompanhamento da evolução da situação pelos meios de comunicação social”.

O portal de conselhos aos viajantes do governo britânico, revisto a 18 de fevereiro, recomenda que sejam evitadas todas as deslocações não essenciais aos mesmos distritos, acrescentando ainda o de Ibo, uma das zonas mais turísticas do norte de Moçambique, devido à violência destes grupos.

A província de Cabo Delgado é também a única região moçambicana classificada com um risco de nível 3 pelo departamento de Estado norte-americano, significando que as viagens devem ser “reconsideradas” devido a “riscos sérios de segurança”.

“Tem havido ataques de extremistas violentos nos distritos de Mocímboa da Praia, Nangade, Palma, Macomia, Ibo e Quissanga, na província de Cabo Delgado, no norte da fronteira com a Tanzânia. Estes grupos usaram catanas e armas de fogo em ataques mortais e queimaram casas e veículos. Embora os ataques tenham sido localizados nos distritos acima mencionados, existe a possibilidade de que a violência possa alastrar para outros distritos na fronteira ou próximos de Macomia”, lê-se na página do departamento de Estado dos EUA, cuja última atualização é de 6 de fevereiro.

No sábado, seis pessoas morreram e várias ficaram feridas durante um ataque a uma viatura no distrito de Macomia, em Cabo Delgado.

Na quinta-feira da semana passada, quatro pessoas foram feridas e uma morreu quando uma caravana de carros da petrolífera norte-americana Anadarko foi atacada por homens armados no distrito de Palma, em Cabo Delgado. O ataque foi o primeiro que visou uma empresa envolvida em projetos de exploração de gás natural.

Desde outubro de 2017, já terão morrido mais de 150 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança e, pela primeira vez, um trabalhador na construção do empreendimento.

A onda de violência eclodiu após um ataque armado a postos de polícia da vila de Mocímboa da Praia por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes desde há dois anos.

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