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Marinha Grande quer isenção de portagens em troço da A8 para retirar pesados da cidade

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Grande parte do tráfego atravessa a Marinha Grande nas deslocações entre as áreas industriais da cidade. Município quer isentar de portagens um troço da A8 para retirar trânsito do centro da cidade.

A isenção no troço da A8 permitiria também tornar mais rápida a entrada e saída das zonas industriais para aqueles que se deslocam para trabalhar

CARLOS BARROSO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O município da Marinha Grande quer isentar de portagens um troço da autoestrada 8 (A8) para funcionar como variante ao concelho, permitindo retirar o trânsito de pesados do centro da cidade, disse à agência Lusa o vice-presidente da autarquia.

A Câmara da Marinha Grande (PS), no distrito de Leiria, pretende isentar o troço da A8 “entre os nós de Marinha Grande/Zona Industrial e Marinha Grande/Este”, disse Carlos Caetano. Segundo o vice-presidente, “grande parte deste tráfego atravessa a cidade nas deslocações entre as diferentes áreas industriais localizadas a sul e a este da cidade”.

Uma vez que a “malha urbana se situa entre a Mata Nacional e a fronteira com o Município de Leiria”, o autarca afirmou que “sobra muito pouco espaço para a criação de variantes dentro do concelho”.

“Encontrando-se a A8 precisamente sobre a fronteira, parece-nos quase natural que essa infraestrutura sirva o trânsito local, ainda para mais apresentando um perfil de 3×3 vias. A isenção neste troço permitiria retirar parte do tráfego de pesados do centro da cidade, bem como tornar mais rápida a entrada e saída das zonas industriais para todos aqueles que, vivendo fora da Marinha Grande, aqui se deslocam diariamente para trabalhar utilizando as suas viaturas particulares”, reforçou.

O autarca defendeu ainda que a “situação ideal seria a isenção entre Marinha Grande/Zona Industrial e o nó da A1”, salientando que “a isenção será aplicada ao trânsito local (que entra e sai entre estes pontos)”. Carlos Caetano justificou que a Marinha Grande, “como grande centro industrial e exportador (o primeiro exportador do distrito de Leiria em 2018), tem um tráfego elevadíssimo, nomeadamente de veículos pesados”.

A Câmara da Marinha Grande já contactou a concessionária das A8, que “acolheu a pretensão com alguma surpresa, mas não colocou de parte essa possibilidade”.

“Essa será uma questão a decidir pelo Estado, enquanto dono da infraestrutura, que negociará as contrapartidas com a concessionária”, adiantou Carlos Caetano, ao referir que ainda não houve o pedido formal ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes. “Estamos a preparar a proposta e a aguardar o agendamento de reunião”.

Carlos Caetano explicou que o troço poderá funcionar como variante, “através da isenção de portagens e da limitação ao trânsito de pesados em algumas zonas centrais da cidade”.

A luta para isentar portagens na A19 tem sido uma das bandeiras da câmara da Batalha, sem sucesso, até ao momento. Questionado sobre os argumentos que a Marinha Grande terá para garantir a isenção neste troço da A8, o vice-presidente recordou que a A8 “tem neste momento uma zona totalmente isenta de portagens entre as Caldas da Rainha/Tornada e o Bombarral para todo o tráfego (local e de passagem)”.

“Pelo que entendemos na reunião mantida com a concessionária, há também um regime especial para o troço em redor de Torres Vedras. Assim, parece-nos da maior justiça a concessão do mesmo benefício para uma cidade que tanto contribui para a economia nacional e que se situa entre a Mata Nacional e os municípios vizinhos, sem espaço para se expandir a este e sudeste”, reforçou.

Carlos Caetano garantiu ainda que não serão necessárias “obras de relevo” para adotar este projeto, uma vez que “os acessos à A8 estão perfeitamente consolidados”.

“Contudo, e sem que isso seja essencial para a implementação deste projeto, seria importante que o IC36 (em perfil 2×2 vias) previsto no Plano Rodoviário Nacional, fosse uma realidade, ligando o nó Marinha Grande/Este à futura rotunda da área industrial do Pêro Neto/Marinha Pequena”, rematou.

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