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“O papel do Presidente é convidar a caminhos de entendimento”, diz Marcelo

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O Presidente da República defendeu que o seu papel é "convidar a caminhos de entendimento" e recusou comentar sobre uma eventual intervenção nas negociações entre o Governo e os enfermeiros.

O Presidente da República falou aos jornalistas durante uma visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas

TIAGO PETINGA/LUSA

O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que o seu papel é “convidar a caminhos de entendimento”, quando questionado se teve alguma influência ou envolvimento nas negociações e no diálogo do Governo com professores e enfermeiros.

“A função de um Presidente da República como entidade arbitral é convidar a caminhos de entendimento, na expectativa de que eles possam ir o mais longe possível”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, durante uma visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa.

Sem responder diretamente à questão sobre o seu eventual envolvimento nas negociações com professores e enfermeiros, o chefe de Estado lembrou a intervenção que fez na quinta-feira, em que apelou a “convergências para além daquilo que parecem ser as posições estanques”, perante uma plateia com representantes de várias áreas da saúde.

Eu estava a pensar na saúde em particular, mas em geral na sociedade portuguesa os caminhos do entendimento devem ser sempre aprofundados. Depois se verá qual a capacidade de entendimento, o grau de entendimento”, acrescentou.

Especificamente sobre o caso da contagem do tempo de serviço dos professores, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a “comentar o otimismo ou pessimista pré-negocial” por parte do primeiro-ministro, António Costa, e disse que a sua posição “é muito simples: é esperar”.

“Esperar o resultado das negociações. Esperar para ver se se traduz numa lei ou não e esperar para ver o conteúdo da lei. E, portanto, vamos esperar e depois, em função do que venha aparecer ou não, assim decidirei”, completou.

Na quinta-feira, durante uma homenagem à farmacêutica Odette Ferreira, no Museu da Farmácia, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa deixou o seguinte apelo: “Vamos procurar as convergências para além daquilo que parecem ser as posições estanques, que são cruciais num determinado momento, e depois se chega à conclusão de que não têm importância nenhuma no fluir da história – nenhuma, rigorosamente nenhuma, a não ser momentaneamente o prazer do ego de um ou outro protagonista”

Nessa iniciativa também discursou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, e na assistência estava a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, que o chefe de Estado cumprimentou à chegada, dizendo: “Eu vejo esta senhora todos os dias, de manhã, à tarde, à noite”.

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