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Os Queen, uma Lady (Gaga) e as atuações que deram música a uns Óscares de pouco baile

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Numa cerimónia dos Óscares marcada pela falta de apresentador, os Queen e Adam Lambert abriram e Lady Gaga cantou com Bradley Cooper. Estas foram as atuações da noite.

Os Queen e Adam Lambert foram os primeiros a pisar o palco nos Óscares

VALERIE MACON/AFP/Getty Images

Uma noite dedicada ao cinema ou um festival? Os Queen com Adam Lambert abriram a 91ª cerimónia dos Óscares aos acordes de “We Will Rock You”, substituindo assim o famoso monólogo que habitualmente marca o arranque da cerimónia. Ao longo da noite passaram ainda pelo palco Jennifer Hudson, Bette Midler, Gillian Welch e David Rawlings, Lady Gaga e Bradley Cooper.

A noite começou com Bryan May a tocar os acordes de “We Will Rock You”, para logo depois Adam Lambert cantar “We Are the Champions”, a canção que encerrou a curta aparição dos Queen no Dolby Theater.

A reação do ator Javier Bardem demorou pouco para ficar em destaque nas redes sociais e parece ser uma prova de que a aposta da Academia não foi totalmente ao lado.

[a atuação dos Queen + Adam Lambert:]

Depois das primeira seis categorias, foi a vez de Jennifer Hudson — outra das figuras que se deu a conhecer no programa “American Idol”, tal como Adam Lambert –, subir ao palco para interpretar “I’l Fight”, do filme “RGB”. Sozinha em palco, com várias palavras a passarem num fundo projetado do Supremo Tribunal de Justiça com a cara de Ruth Bader Ginsburg, a biografada no filme, Hudson protagonizou o primeiro momento intimista da noite, que antecedeu o primeiro galardão para “Bohemian Rhapsody”.

[a atuação de Jennifer Hudson:]

Após a entrega do galardão de Melhor Filme Estrangeiro — conquistado por “Roma” –, o comediante Keegan-Michael Key desceu do teto do Dolby Theatre para anunciar a atuação da surpresa que já não era surpresa, Bette Midler. Com Marc Shaiman, um dos compositores da canção, ao piano, Midler interpretou a música do filme “O Regresso de Mary Poppins”: The Place Where Lost Things Go”.

“When a Cowboy Trades His Spurs for Wings” do filme “A Balada de Buster Scruggs” foi a terceira concorrente ao Óscar de Melhor Canção Original a subir ao palco. Gillian Welch e David Rawlings tornaram o auditório dos Óscares um cenário “country”, num momento que gerou tantas reações de agrado como de surpresa, pelo cenário inusitado.

“Shallow”: a música que colocou Lady Gaga na pole-position para o Óscar

Já na segunda metade da cerimónia, Bradley Cooper, sentado na primeira fila, pegou na mão de Lady Gaga e levou-a até ao palco para interpretar “Shallow”, o maior hit do conjunto de músicas candidatadas ao galardão de Melhor Música Original. Com Lady Gaga ao piano, a atuação terminou com os dois protagonistas sentados lado a lado, numa atuação que fez “explodir” as redes sociais e que, por momentos, fez transparecer que a ficção ia passar a realidade. Mas não, nada disso.

Kendrick Lamar e SZA não puderam subir ao palco para cantar “All the Stars”, a canção do filme “Black Panther”, registando a única falta de presença nesta noite de Óscares, no que toca a esta categoria.

Contas feitas, foi mesmo Lady Gaga a levar para casa o Óscar de Melhor Música Original. “Shallow”, do filme “Assim Nasce uma Estrela” deu a Lady Gaga o primeiro Óscar da carreira — e um dos poucos galardões que lhe faltavam no currículo. No discurso, que disse de forma emocionada, Lady Gaga agradeceu à familia, aos compositores da canção e ao co-protagonista Bradley Cooper: “não havia mais ninguém no mundo que pudesse cantar esta música comigo”, disse a cantora (e agora atriz), antes de deixar a mensagem motivadora da noite: “Esta música não é sobre vencer, é sobre não desistir. Se tiverem um sonho, lutem por ele, com disciplina e com paixão. Não importa o número de vezes que somos rejeitados”. Estava entregue o recado.

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