A Coreia do Sul afirmou esta segunda-feira acreditar que o líder norte-coreano e o Presidente dos Estados Unidos podem chegar a um acordo de paz entre Pyongyang e Seul, que continuam tecnicamente em guerra.

O Presidente dos Estados Unidos e o líder norte-coreano reúnem-se na quarta-feira e quinta-feira, em Hanói, reafirmando a inédita aproximação entre Washington e Pyongyang, depois de uma histórica cimeira em Singapura, no ano passado. A Guerra da Coreia (1950-53) terminou com um armistício e sem a assinatura de um tratado de paz entre Pyongyang e Seul, o que deixou os dois países tecnicamente em guerra.

“Acredito que os Estados Unidos e a Coreia do Norte podem chegar a um acordo para declarar o fim da guerra”, disse o porta-voz da presidência da Coreia do Sul, Kim Eui-kyeom, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O porta-voz sublinhou, no entanto, não ter qualquer informação sobre uma possível declaração de paz e frisou que a assinatura de um acordo pode “levar tempo”. Kim Eui-kyeom defendeu ainda que o pacto deve ser uma iniciativa multilateral e incluir também Seul e Pequim.

O cessar-fogo com o qual o conflito terminou foi assinado por Pyongyang, Washington (como representante da ONU) e pelo Exército Popular Voluntário Chinês.

Na histórica cimeira de Singapura o líder norte-coreano prometeu trabalhar para uma “desnuclearização completa da península coreana”, insistindo no fim das sanções económicas impostas ao regime por vários países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos.

Trump garantiu que as sanções vão continuar em vigor, enquanto Pyongyang não avançar no processo de desnuclearização. Por outro lado, a Coreia do Norte pediu a assinatura de um tratado de paz com a Coreia do Sul, para ajudar a garantir a sua sobrevivência.