Meteorologia

Condições meteorológicas extremas causam pelo menos um morto na Grécia

A vítima mortal é um homem de 60 anos terá tentado atravessar um curso de água na ilha de Creta. Há também estragos materiais, já que pelo menos 7 pontes ficaram destruídas naquela ilha.

A Grécia foi atingida nos últimos dias por uma vaga de frio, que foi acompanhada por ventos fortes e tempestades

YANNIS KOLESIDIS/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Grécia tem sido afetada nos últimos dias por tempestades, ventos fortes e queda de neve, condições meteorológicas extremas que já provocaram pelo menos um morto na ilha de Creta, divulgou esta terça-feira a proteção civil grega.

A vítima mortal é um homem com cerca de 60 anos que, segundo informações preliminares, terá tentado atravessar um curso de água naquela ilha grega, mas que terá sido surpreendido pela subida das águas e pela forte corrente.

“O automóvel da vítima foi encontrado na segunda-feira, mas só hoje [terça-feira] o corpo foi encontrado no leito do rio em Chania”, referiu, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), um porta-voz da proteção civil grega, Spyros Georgiou.

A Grécia foi atingida nos últimos dias por uma vaga de frio, que foi acompanhada por ventos fortes e tempestades, numa reta final do inverno que está a ser particularmente atípica também noutros países da Europa.

Estas condições meteorológicas, que afetaram quase todo o país incluindo a zona da capital (Atenas), provocaram interrupções nas ligações marítimas, atrasos no tráfego aéreo e cortes de estradas por causa da queda de árvores.

No norte do país, as temperaturas desceram aos nove graus Celsius negativos.

Em Creta, a intempérie provocou a destruição “de pelo menos sete pontes” sobre rios e riachos, mas também deslizamentos de terras que causaram “danos nas infraestruturas rodoviárias”, relatou Spyros Georgiou.

O ministro das Infraestruturas grego, Christos Spirtzis, deslocou-se hoje à ilha de Creta para avaliar os danos.

As condições meteorológicas melhoraram esta terça-feira e o tráfego marítimo foi retomado, de acordo com a proteção civil grega.

No início de janeiro, a Grécia também foi atingida por uma vaga de frio, que provocou na altura três mortos. As condições meteorológicas estão a ser atípicas para esta altura do ano também noutros países da Europa, com as agências internacionais a afirmarem mesmo que o clima no continente europeu “está de cabeça para baixo” e tal representa um novo sinal das consequências das alterações climáticas.

Se na Grécia são verificadas temperaturas negativas, no Reino Unido, em França ou nos países da Escandinávia os termómetros têm registado recordes de calor, dando a sensação de uma primavera precoce.

O Reino Unido registou, esta terça e segunda-feira, as temperaturas mais altas no mês de fevereiro e até de todo o inverno. Por exemplo, em duas localidades do País de Gales, Trawsgoed e Porthmadog, os termómetros ultrapassaram a barreira dos 20 graus Celsius.

Nos últimos dias também foram registados recordes mensais de temperaturas em localidades de vários países da Europa Ocidental. Foi o caso de Ourense (Espanha), com 25 graus Celsius, Pleyber-Christ (França), com 21 graus Celsius, ou Uccle (perto de Bruxelas, Bélgica) com 18,8 graus Celsius.

Também esta terça-feira, a Bélgica voltou a bater um novo recorde histórico (desde que começaram a existir registos em 1901) da temperatura máxima registada durante o mês de fevereiro, ao atingir os 20,2 graus Celsius.

As temperaturas registadas na região da Escandinávia também estão mais altas do que é habitual nesta época.

No sábado, Kvikkjokk, na Suécia e perto do Círculo Polar Ártico, foram registados 9,1 graus Celsius, e em Linge, na Noruega, foram verificados 17,8 graus Celsius.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Educação

Índices: orgulho e preconceito

João Araújo

Erradicar os índices seria levar a humanidade para a idade da pedra. Em algumas áreas (como na Educação) eles estão sob fogo cerrado, como sucede a tudo que exponha os seus embustes e maus resultados.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)