fabricante de aeronaves brasileira Embraer anunciou esta terça-feira, 26 de fevereiro de 2019, que a justiça brasileira revogou a ordem judicial provisória que impedia a realização de uma assembleia de acionistas sobre a fusão da empresa com a norte-americana Boeing.

A assembleia-geral extraordinária, agendada precisamente para 26 de fevereiro, tinha sido suspensa após ter recebido, na passada sexta-feira, uma providência cautelar determinada pela Justiça Federal do estado de São Paulo, numa ação civil pública movida por sindicatos metalúrgicos.

“Desta forma, não há qualquer barreira à realização da Assembleia Geral Extraordinária da companhia” convocada para esta terça-feira, destacou a Embraer, segundo a imprensa brasileira.

Na assembleia estava previsto que os acionistas decidissem os últimos passos para a concretização deste acordo, através do qual a Embraer deve vender 80% da sua divisão de aeronaves comerciais por 4,2 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) para a Boeing, que terá a controlo total da nova sociedade.

Em julho passado, a Boeing e a Embraer, que é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e líder no segmento de aeronaves para voos regionais, assinaram um acordo preliminar para a formação de uma ‘joint venture’, uma nova empresa na área de aviação comercial, avaliada em 4,75 mil milhões de dólares (cerca de 4,17 mil milhões de euros).

Porém, as negociações entre as duas empresas estiveram paralisadas por ordem da justiça brasileira.

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A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA (65%), em Alverca, distrito de Lisboa.