O líder e fundador do Aliança, Pedro Santana Lopes, entregou ao partido o registo criminal e uma declaração de honra, em que se compromete a informar de imediato a Direção Política Nacional da Aliança caso se altere a sua situação legal. Por agora, prova não estar condenado — “pela prática de crime doloso contra a vida, a liberdade das pessoas ou por crime de falsificação e falsidade, de usurpação de funções, crime cometido no exercício de funções públicas, crime fiscal, ou crime de natureza económico-financeira”, conforme cita o Expresso — acusado nem com processos pendentes e que tem as contas regularizadas com o fisco e a Segurança Social.

A tomada de posição de Pedro Santana Lopes serve de exemplo para os restantes membros do partido. O Aliança estará a discutir a hipótese de obrigar todos os membros eleitos a apresentarem o respetivo registo criminal e a assinarem uma declaração de compromisso ético que garanta a sua idoneidade no campo judicial e fiscal.

Santana Lopes quer que membros do Aliança entreguem registo criminal

A medida surge depois da suspensão do vice-presidente do partido Carlos Pinto, que pôs o lugar à disposição após este ser acusado de peculato enquanto presidente da Câmara da Covilhã.. Na declaração de honra de Pedro Santana Lopes está prevista a suspensão ou expulsão dos dirigentes cujo registo criminal esteja manchado.

Medidas similares a esta existem noutros países mas são pouco comuns em Portugal. É o caso do Ciudadanos, em Espaanha: em 2014, antes das eleições legislativas, o partido chegou a contratar uma firma externa (a H4DM) para investigar os próprios candidatos e denunciar qualquer irregularidade.

Carlos Pinto, vice-presidente do Aliança, suspenso de funções