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Coimbra

Coimbra reporta 40 casos de “violação” de serviços mínimos por enfermeiros em três dias

Em três dias terão sido adiadas 40 cirurgias em Coimbra. Entre elas, havia casos de doentes em tratamento oncológico e de aneurismas cerebrais.

No Centro Hospitalar de Coimbra não vigorou a requisição civil imposta pelo Governo por alegada violação de serviços mínimos em quatro hospitais

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) reportou ao Governo 40 casos de cirurgias adiadas com “violação de serviços mínimos” na greve dos enfermeiros em apenas três dias, segundo documentos a que a agência Lusa teve acesso.

A segunda greve cirúrgica dos enfermeiros começou no Centro Hospitalar de Coimbra no dia 8 de fevereiro, sendo que neste centro hospitalar não vigorou a requisição civil imposta pelo Governo por alegada violação de serviços mínimos em quatro hospitais.

Segundo emails enviados ao gabinete da ministra da Saúde, no primeiro dia de greve, o bloco operatório central do CHUC apenas realizou nove das 20 cirurgias identificadas como serviços mínimos. Entre as onze que foram adiadas estavam casos de doentes em tratamento oncológico e idosos com fraturas do colo femoral.

A 11 de fevereiro, o CHUC voltou a reportar ao Ministério da Saúde 19 cirurgias adiadas entre as identificadas como serviços mínimos, novamente incluindo neoplasias malignas e até um aneurisma cerebral “com risco de rutura”.

No dia seguinte, no bloco operatório central dos Hospitais da Universidade de Coimbra terão sido adiadas cirurgias a 10 doentes que tinham sido incluídas em serviços mínimos, segundo mensagem dirigida ao gabinete da ministra Marta Temido. Entre esses 10 doentes estava um caso de aneurisma cerebral múltiplo, dois tumores cerebrais e um cancro do estômago.

Nas mensagens enviadas ao Ministério da Saúde, o CHUC conclui que “existe violação dos serviços mínimos”, considerando a indicação médica.

Segundo o centro hospitalar, o adiamento daquelas cirurgias ocorreu porque “os recursos foram diminuídos devido à greve cirúrgica, por indicação do sindicato Sindepor, que distribuiu comunicação mencionando outra tipologia de serviços mínimos”.

O alegado incumprimento dos serviços mínimos por parte dos grevistas foi o que motivou a requisição civil decretada pelo Governo em quatro centros hospitalares no dia 7 de fevereiro, na véspera de a greve ser alargada de sete para 10 hospitais.

Segundo o Ministério da Saúde, tinham sido identificados casos de incumprimento dos serviços mínimos em quatro unidades: Centro Hospitalar de São João (Porto), Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar Tondela-Viseu e Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga.

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