É uma pena que a Kia tenha uns veículos eléctricos tão interessantes. Esta afirmação pode parecer um contra-senso, mas faz todo o sentido se tivermos em que conta que os carros são bons, com excelentes autonomias e consumos reduzidos, o que os torna apetecíveis. Contudo, a marca não garantiu junto dos fornecedores as baterias de que necessita, o que a leva a ter apenas um reduzido número de unidades para entrega.

Depois do eNiro, eis que o eSoul passa a estar disponível no mercado europeu, a partir de Março, usufruindo dos mesmos packs de baterias, a mais pequena com 39,5 kWh e a de maior capacidade com 64 kWh, o que lhe permite garantir autonomias de 277 km e 452 km, respectivamente, sempre de acordo com o WLTP, o novo método europeu de determinação de consumos e emissões.

Às diferentes capacidades de bateria a marca sul-coreana faz corresponder diferentes níveis de potência, com o Soul a oferecer 136 cv com a bateria mais pequena e 204 cv com a maior, sendo que esta é capaz de empurrá-lo até aos 100 km/h em apenas 7,2 segundos. Quando a energia acaba, o Soul pode ser recarregado com uma potência de até 100 kW, o que lhe permite ir de 20% a 80% em 42 minutos, com a marca sul-coreana a continuar a garantir as baterias, como todo o resto do veículo, por sete anos ou 150.000 km.

O novo Kia eSoul deverá chegar a Portugal a partir de Julho, mas apenas com poucas unidades. O grosso dos modelos para entrega deverá chegar ao nosso país a partir de Setembro. Contudo, o número de veículos disponíveis para o mercado português será mínimo, o que leva os responsáveis pela marca a concentrarem-se exclusivamente na versão do eSoul com 64 kWh e motor de 204 cv, um pouco à semelhança do que aconteceu com o eNiro e pelos mesmos motivos: falta de produção de baterias.