A A6, cortada no sentido Badajoz-Elvas depois de um acidente que provocou 17 feridos, foi reaberta pelas 20h30, disse à Agência Lusa fonte da GNR. O trânsito esteve totalmente cortado neste sentido durante cerca de nove horas, com a circulação rodoviária a ser efetuada por uma estrada alternativa. A circulação na via da esquerda foi normalizada às 17h.

O acidente, que envolveu cinco veículos pesados de mercadorias e seis viaturas ligeiras, ocorreu ao quilómetro 156 da A6 no sentido fronteira do Caia-Elvas e o alerta foi dado às 7h54. A coliseu provocou 17 feridos ligeiros, embora uma das vítimas tenha recebido cuidados especiais, com recurso ao desencarceramento.

De acordo com o Linhas de Elvas, alguns pesados de mercadorias envolvidos no acidente transportavam rolos de linho e fio de cobre. Outros pertencem à Renova, a empresa portuguesa de produtos feitos em papel.

Acidente A6 Sentido Badajoz Elvas

Posted by Rádio ELVAS on Thursday, 28 February 2019

O diário digital Linhas de Elvas publicou no Facebook um vídeo que dá conta da situação no local, mostrando que os veículos pesados acabaram por largar mercadoria na estrada:

Choque em cadeia na A6 (fronteira do Caia-Elvas)

Posted by Linhas de Elvas on Thursday, 28 February 2019

Entre as vítimas, 16 são naturais de Espanha e uma é de nacionalidade portuguesa. Segundo o INEM, os feridos terão idades entre os 24 e 56 anos.Os feridos já foram transportados para o hospital, tendo a maioria seguido para hospitais na zona de Badajoz e apenas uma veio para Portugal, para a unidade hospitalar de Elvas.

Foram mobilizados para o local 42 operacionais, 19 meios terrestres — incluindo os bombeiros de Elvas e de Campo Maior, a GNR e três ambulâncias espanholas — e ainda um helicóptero do INEM, já entretanto desmobilizado.

Ferido português diz que nunca tinha passado por experiência semelhante

O jornal Hoy, da Extremadura espanhola, refere que o desastre aconteceu quando “os veículos chegaram a uma zona de nevoeiro espesso” e cita “vários condutores” que afirmam ter-se deparado com “uma parede de nevoeiro e fumo” que os “impedia de ver”.

O único ferido ligeiro português do acidente ocorrido na A6 relatou que “nunca” lhe tinha acontecido “uma situação destas” e que, na altura do desastre, entrou num “saco de fumo e de nevoeiro”: “Não sei [o que aconteceu], sei que entrámos num saco de fumo e de nevoeiro” e “que, de repente, não vi nada, só vi a traseira do outro reboque” aquando do impacto, contou aos jornalistas o português João Seabra, motorista de um dos cinco camiões envolvidos no choque em cadeia.

De regresso ao local do acidente, depois de receber cuidados médicos no hospital de Elvas, em Portalegre, o motorista garantiu que nunca tinha passado por uma experiência desta natureza, em 32 anos de profissão. “Aquilo era nevoeiro com fumo, não pode ser só nevoeiro. Eu tenho larga experiência de conduzir camiões e tenho passado por muito nevoeiro e nunca me aconteceu uma situação destas”, afirmou João Seabra, de 56 anos.

O português, que apresenta ferimentos na perna e na mão esquerdas, conduzia um veículo pesado de mercadorias, que transportava detergentes, e viajava de Sevilha, em Espanha, para o Carregado, no concelho de Alenquer. Descrevendo o acidente verificado na A6, como tendo sido de “enorme aparato”, o ferido relatou que, após o embate, “só ouvia” carros a bater na traseira do seu camião. Mas o importante, vincou aos jornalistas, “é cá estar” para poder contar o que se passou no acidente.

Nevoeiro pode estar na origem do acidente

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Tiago Bugio, admitiu à Lusa que a causa da colisão possa ter sido a fraca visibilidade devido ao “nevoeiro cerrado”, mas o capitão José Amaral, do Destacamento de Trânsito de Évora da GNR, disse aos jornalistas que continuam por apurar as causas do acidente, que vão ser investigadas, e escusou-se a confirmar a hipótese do nevoeiro.

As fotografias na fotogaleria foram cedidas pelo jornal Extremadura Noticias e pela Rádio Elvas ao Observador