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Freddie Mercury não é gay no “Bohemian Rhapsody” que vai passar na China mas sem referências homossexuais

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O filme que retrata a vida da estrela dos Queen teve autorização para passar na China. Mas todas as cenas com referências homossexuais ou a drogas vão ser cortadas.

Rami Malek interpretou Freddie Mercury, prestação que o fez levar o óscar de Melhor Ator para casa

Frazer Harrison/Getty Images

Sim, “Bohemian Rapsody” chega à China. Não, Freddie Mercury, não é gay na versão chinesa do filme que acaba de vencer os Óscares de Melhor Edição, Melhor Edição de Som e de Melhor Ator (entregue a Rami Malek).

A recente biografia de Freddie Mercury, vocalista dos Queen, que percorreu várias salas de cinema em diferentes lugares do mundo, chega à China por iniciativa da National Alliance of Arthouse Cinemas (NAAC), formada em 2016 para promover o cinema no país.  No entanto, todas as partes do filme que tiverem referências homossexuais ou ao consumo de drogas vão ser cortadas. Ou seja, Freddie Mercury não aparece como homossexual, de acordo com informações fornecidas ao The Hollywood Reporter.

A previsão é a de que o filme chegue às salas de cinema em março com pelo menos um minuto do filme cortado com a remoção de cenas que retratam o uso de drogas e momentos íntimos de Freddy Mercury, interpretado por Malek, com outras personagens masculinas. O filme ficará durante um prazo limitado nos cinemas, mas se a popularidade for relevante, o período de transmissão poderá ser aumentado.

Este poderá ser um avanço para um país como a China que tem mostrado ter uma posição conservadora em relação à divulgação de conteúdo gay, tendo inclusive censurado a parte do discurso de Rami Malek nos Óscares no momento em que recebeu o prémio de Melhor Ator. Durante a transmissão, o canal Mango TV chegou a substituir nas legendas a expressão “homem gay” por “grupo especial”.

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