O presidente executivo da Impresa disse esta quinta-feira que a empresa impugnou a decisão da Autoridade Tributária em considerar que o grupo teve uma mais-valia de 2,2 milhões de euros com a venda do portefólio de revistas.

Francisco Pedro Balsemão falava na conferência de imprensa dos resultados da dona da SIC em 2018.

“Tivemos de fazer uma provisão de 2,2 milhões [de euros]”, adiantou o executivo.

Impresa passa de prejuízo a lucro de 3,1 milhões de euros em 2018

A Impresa atingiu 3,1 milhões de euros de lucro em 2018, que compara com um prejuízo de quase 21,7 milhões de euros no período homólogo do ano passado, revelou, em comunicado, a dona da SIC.

No período de referência, as receitas da Impresa atingiram cerca de 172,2 milhões de euros, menos 2,2% em comparação com 2017, uma descida que foi compensada “pela redução dos custos operacionais em 4,4%, reforçando a otimização de recursos dos últimos anos”.

Neste segmento, apenas as receitas da publicidade registaram uma variação positiva (0,3%), fixando-se em 111,9 milhões de euros.

Em 2018, os custos operacionais da empresa fixaram-se em 154,1 milhões de euros, uma descida de 4,4% em relação aos valores do ano anterior.

Por sua vez, o EBITDA consolidado da Impresa registou em 2018 uma subida homóloga de 21% para 18,1 milhões de euros.

Já a dívida remunerada líquida fixou-se em 179,2 milhões de euros, no final de 2018, subindo 0,4% em comparação com 2017, resultado “do financiamento do projeto de expansão do edifício Impresa”, bem como do investimento em tecnologia para os novos estúdios.

Em junho de 2018, a Impresa efetuou uma operação de financiamento suportada no edifício Imprensa, por um período de dez anos, tendo o montante envolvido na operação sido de 24,2 milhões de euros. Em novembro de 2018, a Impresa reembolsou o empréstimo obrigacionista de 30 milhões de euros”, lê-se no documento.

Numa nota enviada à comunicação social, o presidente executivo da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, disse que o ano de 2018 “foi decisivo” para a também dona do semanário Expresso.

“Com a venda do nosso portfólio de revistas, recentrámos o nosso negócio, focando-o no audiovisual e no digital em duas marcas fortíssimas, o Expresso e a SIC. Estamos a cumprir o nosso plano estratégico e apresentámos o melhor resultado dos últimos três anos”, afirmou.

De acordo com os dados disponibilizados, a SIC terminou 2018 com uma média de 17% de ‘share’, “mantendo a liderança” em ambos os ‘targets’ comerciais no horário nobre, com 19,8% e 20,4%.

No final do verão de 2018, a SIC anunciou a contratação da apresentadora Cristina Ferreira, que “obteve efeitos imediatos em 2019”, com o “Programa da Cristina”, que estreou em 7 de janeiro, a recuperar “imediatamente a liderança” das manhãs.

Para Francisco Pedro Balsemão, o ano de 2019 tem sido de “renovação”, com a mudança da SIC para o edifício Imprensa, a inauguração dos novos estúdios e o “crescimento notável” das audiências televisivas a “confirmarem a importância do caminho traçado”.

O presidente executivo da Impresa acrescentou ainda que “as poupanças originadas com a mudança e o aumento de competitividade da grelha da SIC” vão permitir ao grupo “aumentar, em 2019, a sua rentabilidade e prosseguir com a redução da dívida”.