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Presidente Trump

Juristas republicanos querem que Michael Cohen seja acusado de falso testemunho

Jim Jordan e Mark Meadows defendem que o ex-advogado de Trump prestou falso testemunho na quarta-feira. Democratas dizem que acusações não tem fundamento. Michael Cohen vai ser ouvido a 6 de março.

Michael Cohen foi condenado a três anos de prisão por fraude. Vai começar a cumprir a pena em maio

Getty Images

Dois membros do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes recomendaram ao Departamento da Justiça que Michael Cohen fosse acusado do crime de perjúrio, por, alegadamente, ter feito falsas declarações durante a sua audição na quarta-feira. O antigo advogado de Donald Trump foi ouvido por um comité especial sobre as muitas suspeitas que recaem sobre o presidente dos Estados Unidos da América, nomeadamente no que diz respeito às suas relações com a Rússia.

Os juristas republicanos Jim Jordan e Mark Meadows, aliados do presidente norte-americano no Comité de Supervisão, apontaram vários excertos do depoimento de Cohen que acreditam deixar claro que este “cometeu perjúrio” e fez falsas declarações conscientemente.

Um desses excertos diz respeito ao seu trabalho com o atual presidente dos Estados Unidos da América. Na quarta-feira, Cohen disse que nunca quis trabalhar na Casa Branca, mas os dois juristas republicanos argumentam que o ex-advogado de Trump “disse em privado a amigos e colegas, incluindo em mensagens de texto, que esperava ter um cargo importante na nova administração”, cita a CNN.

Jordan e Meadows pediram que as “afirmações contraditórias” de Michael Cohen fossem investigadas. Um porta-voz do Departamento da Justiça disse que o caso vai ser analisado.

Os democratas já reagiram à acusação de perjúrio, sugerindo que esta não tem fundamento, refere a CNN. O advogado de Cohen, Lanny Davis, chamou à recomendação dos dois juristas “um mau uso do sistema de justiça criminal com uma aura de puro partidarismo”.

Michael Cohen continua a ser ouvido a 6 de março

O ex-advogado de Trump voltou a ser ouvido esta quinta-feira. Ao contrário da audição de quarta-feira, esta, conduzida pelo Comité de Inteligência da Câmara dos Representantes, decorreu à porta fechada. O interrogatório irá continuar no dia 6 de março, anunciou o presidente do comité, Adam Schiff.

Schiff revelou ainda, à saída da audição desta quinta-feira, que haverá uma outra sessão a 14 de março com Felix Sater, o empresário que trabalhou com o atual presidente norte-americano na construção da Trump Tower em Moscovo. Esta audição será parcialmente aberta ao público. O presidente do Comité de Inteligência não revelou quaisquer pormenores sobre a audição desta quinta-feira.

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