Rússia

Violação pela Rússia do tratado INF é um dos maiores desafios para a NATO

O secretário-geral da Aliança Atlântica afirma que a organização se deve preparar para "um mundo sem tratado INF e com mais mísseis russos".

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, alertou esta sexta-feira que a violação por parte da Rússia do tratado sobre armas nucleares de alcance intermédio é um dos maiores desafios de segurança para a aliança.

Falando em Sófia após um encontro com o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borissov, Stoltenberg exortou Moscovo a regressar ao cumprimento do tratado INF, que é há décadas a base do controlo de armamento.

A NATO não quer uma nova Guerra Fria, não queremos uma nova corrida ao armamento”, adiantou.

Independentemente do apelo, o secretário-geral da Aliança Atlântica considerou que a organização se deve preparar para “um mundo sem tratado INF e com mais mísseis russos”.

Os Estados Unidos anunciaram no início de fevereiro a sua retirada daquele tratado – concluído em 1987 em plena Guerra Fria para reduzir os riscos de um confronto -, acusando a Rússia de o ter violado.

Em resposta, Moscovo suspendeu igualmente a sua participação no tratado, denunciando “acusações imaginárias”. Os observadores chamaram a atenção para o risco de uma nova corrida ao armamento nuclear, enquanto a Rússia anunciou que deverá desenvolver novos mísseis terrestres durante os próximos dois anos.

O primeiro-ministro búlgaro, que receberá na próxima semana o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev, disse pretender “utilizar ao máximo a força da diplomacia para não se entrar numa corrida aos armamentos”.

“Não somente a Bulgária não é o cavalo de Troia da Rússia na NATO, como é um dos membros mais disciplinados e leais da NATO”, sublinhou Borissov. Membro da União Europeia e da Aliança Atlântica, a Bulgária tem fortes laços históricos e económicos com a Rússia.

Sófia depende quase inteiramente da Rússia em relação ao consumo de energia e o país prepara-se para a construção de um novo gasoduto, que atravessará o seu território desde a fronteira turca até à Sérvia, para beneficiar do trânsito do gás russo através do futuro gasoduto Turkish Stream.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
António Costa

O desnorte do 1.º ministro /premium

Manuel Villaverde Cabral

Tão inquietante ou mais ainda, o líder do PS e os seus parceiros parecem continuar convencidos que o alegado problema do euro é a Alemanha não querer partilhar os seus ganhos com os outros países

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)