Enrico Galliera é vice-presidente da Ferrari e, como tal, não só está por dentro de todos os segredos da marca, como pode divulgar alguns. E a primeira novidade foi a apresentação agendada para o Salão de Genebra, que arranca a 5 de Março, do novo F8 Tributo.

Partindo da mesma base do 488 Pista, ou seja, o chassi com motor V8 em posição central traseira, o F8 Tributo passa a ser o mais possante da família, graças ao 3.9 biturbo a debitar 710 cv, com a casa italiana a garantir que apesar dos gases de escape passarem por dois turbocompressores, o gritar do nobre motor V8 continua “bem” presente. Com a nova motorização, o F8 vai ser capaz de atingir 340 km/h e os 100 km/h em apenas 2,9 segundos. Em termos práticos, a Ferrari junta-se assim à McLaren (com os 720 cv do 720S) e à Lamborghini (com os 740 cv do Aventador S) como os únicos três fabricantes que oferecem mais de 700 cv neste segmento.

Além do motor mais potente e do menor peso, uma vez que é 40 kg mais leve, o F8 Tributo estreia soluções aerodinâmicas para optimizar o comportamento em curva, incrementando a downforce – a carga aerodinâmica que o “cola” ao asfalto –, uma vez que, para o construtor italiano, um superdesportivo não é só rápido nas rectas, mas também (e sobretudo) nas curvas.

Mas Galliera estava ‘embalado’ e tratou de revelar que 2019 vai conhecer mais quatro novidades da Ferrari – confirmando um dinamismo nunca visto até aqui –, algumas para substituir veículos existentes, enquanto outras se assumem como novos produtos. Uma das novidades será um novo superdesportivo de entrada na gama, que vai estrear uma plataforma com motor central traseiro. No novo modelo, o 3.9 V8 irá ser substituído por um mais pequeno (e barato) V6 sobrealimentado, muito provavelmente híbrido. Este modelo será colocado na gama da Ferrari como uma opção mais acessível, face ao F8 Tributo.