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Itália

Milhares nas ruas de Milão em manifestação contra o racismo e pelos direitos sociais

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Cerca de 200 mil pessoas participaram na marcha contra "a política de medo e a cultura de discriminação" que dizem ter sido instituída pelo atual Governo, em particular pelos membros da Liga.

Manifestantes quiseram denunciar ações do Governo, em particular do ministro do Interior, Matteo Salvini

FLAVIO LO SCALZO/EPA

Autor
  • Agência Lusa
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Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado na cidade italiana de Milão contra o racismo e qualquer outra forma de discriminação, exigindo que a classe política tenha uma atitude de defesa dos direitos sociais e civis.

De acordo com o vereador para as políticas sociais de Milão, Pierfrancesco Majorino, cerca de 200 mil pessoas participaram na marcha que percorreu as ruas da capital da região da Lombardia.

O tema da manifestação era “Primeiro as pessoas” e pretendia criticar “a política de medo e a cultura da discriminação”, lia-se no manifesto, citado pela agência de notícias espanhola EFE. “Inclusão, igualdade de oportunidades e uma democracia real para um país sem discriminação, sem muros e sem barreiras”, reclamaram.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, participou na marcha e classificou a ação como “a visão de Itália” que tem o centro-esquerda, por oposição ao Governo e, em concreto, à ultraconservadora Liga, de Matteo Salvini, assumidamente anti-imigração.

“É um momento de grande mudança para o país e esta é a nossa visão de Itália. Uma encruzilhada para a sociedade, entre abertura e encerramento, entre algum sonho autárquico com a ideia de transmitir apenas canções italianas na rádio e uma ideia internacional”, disse o autarca, em declarações aos órgãos de comunicação social.

Foi uma ação de protesto festiva, em que não faltou música, cânticos como o Bella Ciao, balões ou uma variedade de bandeiras, como a italiana, a da União Europeia, a do movimento LGBT, com as cores do arco-íris, ou as de centenas de organizações da sociedade civil que se juntaram à manifestação.

Também estiveram presentes numerosos dirigentes políticos, como Nicola Zingaretti ou Maurizio Martina, dois dos três candidatos à direção do Partido Democrata, o maior da centro-esquerda do país e que no domingo tem as eleições primárias.

Nicola Zingaretti, presidente da região de Lácio (centro), lamentou que o atual governo de coligação do Movimento 5 Estrelas e a Liga “traga muito ódio, rancor e divisão”.

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