Apurados os resultados de 2018, a PSA concluiu que a sua mais recente aquisição, a Opel/ Vauxhall, conseguiu chegar aos lucros – algo que não registou nas últimas duas décadas de gestão sob a alçada da General Motors (GM), a sua antiga proprietária.

O saldo positivo, mais precisamente de 859 milhões de euros, surpreendeu a própria PSA, na medida em que o grupo francês tinha previsto que os cortes e as alterações que têm sido implementados só permitissem à marca de Rüsselsheim sair do vermelho em 2019. Um ano antes do previsto, ainda com produção de muitos modelos de origem GM (Insignia, Astra, Zafira, Mokka X e Corsa), e mesmo com a operação da Vauxhall no Reino Unido sob a ameaça do Brexit, a Opel conseguiu passar dos 250 milhões de dólares de prejuízo, registados em 2017, para quase 1.000 milhões de dólares de lucro.

Recorde-se que a Opel/Vauxhall foi adquirida em 2017 pela PSA, numa operação liderada pelo português Carlos Tavares, que está à frente do conglomerado francês. Logo nesse ano, apesar de continuar a dar prejuízo, a Opel baixou as perdas.

No fecho do primeiro semestre de 2018, a operação já não perdia dinheiro, fruto de um duro plano de reestruturação, que levou ao despedimento de 3.700 funcionários. Além disso, os stocks foram reduzidos (menos 32.000 unidades/ano) e as sinergias ampliadas, do recurso aos motores Puretech, passando pelas plataformas PF1 e EMP2. A primeira serve de base ao Crossland X e a segunda acolhe o maior Grandland X, dois SUV com um interessante contributo para as vendas da Opel, que entretanto prepara para (muito) breve a chegada do novo Corsa – modelo de extrema importância por competir no segundo segmento que vende mais a nível europeu.

O plano agora é rumar à Rússia, mercado onde a PSA aposta na marca alemã, enquanto prepara o regresso da Peugeot aos Estados Unidos da América e aponta a Citroen à Índia.