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Três golos, dois vermelhos, um penálti falhado e a oitava Liga a caminho: Juventus vence em Nápoles

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Juventus aproveitou 20 minutos em superioridade numérica para chegar ao 2-0, Nápoles reduziu e falhou um penálti. Vecchia Signora aumenta vantagem para 16 pontos e encomenda faixas do oitavo título.

Ronaldo e Bonucci festejam com Emre Can o segundo golo da Juventus antes do intervalo

AFP/Getty Images

Em termos financeiros, e se dúvidas ainda existissem, os resultados do primeiro semestre do exercício de 2018/19 da Juventus espelham bem o impacto da contratação de Cristiano Ronaldo: as receitas com produtos licenciados tiveram uma subida de 81%, passando de 14,6 milhões no período homólogo do ano passado para 26,5 milhões. No entanto, e no plano desportivo, o arranque demolidor da Vecchia Signora acabou por entrar depois numa fase de maior turbulência. E esse sinais até começaram quando a equipa que Massimiliano Allegri estava a ganhar e ia reforçando o seu caminho rumo a novo triunfo no Campeonato.

Saído do banco, João Cancelo foi fundamental para a vitória dos bianconeri em Roma frente à Lazio, com um golo na ponta final do encontro antes de Ronaldo, de penálti, fazer o 2-1 em cima do minuto 90. A Juve ganhou mas a exibição, sobretudo no plano ofensivo, desiludiu. Três dias depois, a equipa caiu em Bérgamo para a Taça de Itália frente à Atalanta (3-0) e começaram aí a soar alarmes de que algo não estava bem. Os triunfos diante do Sassuolo e do Frosinone apagaram o empate caseiro (3-3) com o Parma mas os campeões voltaram a perder e logo onde não podiam, saindo de Madrid com uma desvantagem de 2-0 frente ao Atlético de Diego Simeone nos oitavos da Liga dos Campeões. O objetivo europeu, o maior da temporada, ficou em risco. E nem a vitória pela margem mínima em Bolonha atenuou esse cenário que preocupa dirigentes, treinadores e jogadores.

A conquista da Serie A, naquele que seria (ou será) o oitavo título consecutivo, parece um dado inevitável. O Nápoles ainda tentou andar colado na frente mas, com uns empates pelo meio, perdeu a carruagem do primeiro lugar e encontrava-se a 13 pontos de distância do principal adversário interno antes de novo duelo entre ambos. Mesmo que o conjunto do sul de Itália ganhasse, isso mais não representaria do que a imposição da primeira derrota na prova da Juventus. Para a formação de Allegri, esta era uma oportunidade de ouro para acabar em definitivo com a questão do scudetto mas também, ou sobretudo, voltar a entrar no trilho das exibições de qualidade quando estamos a dez dias da segunda mão dos oitavos da Liga dos Campeões.

Ao minuto 13, jogo parou para homenagear Davide Astori, internacional que faleceu há um ano (Francesco Pecoraro/Getty Images)

Sobrou, no meio de um jogo cheio de incidências, o resultado. Depois de uma primeira ameaça de Zielinski que passou ao lado (e que surgiu na sequência de um corte defeituoso de Bonucci), confirmando a melhor entrada do Nápoles no encontro, a Juventus passou para a frente do encontro e do marcador em apenas 20 minutos. Meret, guarda-redes que ganhou uma pesada herança depois das palavras de Dino Zoff que vê nele um possível sucessor, carregou Ronaldo quando o português surgia isolado e viu o vermelho direto aos 25′ – e como um mal nunca vem só, Ospina entrou e sofreu sem tocar antes sequer na bola o primeiro golo, num livre direto de Pjanic quando todos pensavam que seria o número 7 a bater a falta (27′).

Pouco depois, Zielinski ainda aproveitou mais um erro da defesa da Vecchia Signora para acertar no poste da baliza de Szczesny mas seria a formação de Massimilano Allegri a aumentar a vantagem no seguimento mais uma bola parada, desta vez um canto, com Emre Can a surgir sozinho na área a desviar de cabeça sem hipóteses para o guarda-redes do Nápoles, que na jogada anterior tinha travado mais uma boa tentativa de Pjanic de meia distância. Além da vantagem numérica, a Juve conseguiu também aquilo que tantas vezes tem falhado – marcar no seguimento de lances de estratégia. E ao intervalo ganhava por 2-0.

No entanto, aquilo que parecia uma vitória certa mudou bastante de cenário em 15 minutos: logo a abrir o segundo tempo, Pjanic cortou uma bola com o braço a meio-campo e viu o segundo amarelo, deixando também a Juve reduzida a dez; mais tarde, aos 60′, Insigne trabalhou bem na esquerda e cruzou para o coração da área onde Callejón surgiu no meio dos centrais para reduzir a desvantagem. A Juventus voltou a fazer uma exibição aquém no plano ofensivo, Ronaldo quase não teve jogo a passar por si e foi o Nápoles a andar sempre mais perto do empate. Um empate que só não surgiu a seis minutos do final porque, na oportunidade mais clara, Insigne falhou uma grande penalidade ao acertar no poste da baliza de Szczesny.

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