Estados Unidos da América

Congresso dos EUA lança investigação a Trump e estuda possível destituição

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Democratas abrem portas para um possível processo de "impeachment", tendo sido lançada uma investigação a Donald Trump, inquirindo possíveis obstruções à justiça, corrupção e abuso de poder.

A investigação tenta apurar alegadas ilegalidades que possam conduzir ao início de um processo de destituição de Donald Trump, que pode ser ordenado pela Câmara dos Representantes

ERIK S. LESSER/EPA

Os democratas enviaram esta segunda-feira 81 cartas a exigir informação de familiares, colegas de trabalho ou até confidentes políticos, entre outras pessoas e organizações associadas direta ou indiretamente ao Presidente dos EUA, abrindo portas a uma extensa investigação sobre Donald Trump. Desses pedidos de informação, estão incluídos dois filhos do Presidente, Eric e Donald Jr., e o seu genro, Jared Kushner.

A investigação agora lançada pela ala democrata servirá para averiguar as bases para um possível processo de impeachment, inquirindo possíveis obstruções à justiça, corrupção e abuso de poder. A investigação, anunciada esta segunda-feira pelo líder da Comissão Judiciária do Congresso, Jerrold Nadler, irá tentar apurar alegadas ilegalidades que possam conduzir ao início de um processo de destituição do Presidente, que pode ser ordenado pela Câmara dos Representantes, de maioria democrata, desde as eleições intercalares de novembro passado.

O Partido Democrata, contudo, continua a dizer que nada fará até serem conhecidos os resultados da investigação que está a ser conduzida pelo procurador especial Robert Mueller, que também averigua eventuais ilegalidades cometidas por pessoas associadas a Trump, nomeadamente uma ação de conluio com o governo russo para interferência nas eleições presidenciais de 2016.

“Nos últimos anos, o Presidente Trump evitou responsabilidades pelos seus ataques quase diários às nossas regras e normas legais, éticas e constitucionais básicas”, disse Nadler ao anunciar o início da investigação. “Investigar essas ameaças ao estado de direito é uma obrigação do Congresso e uma função essencial do Comissão Judiciária da Câmara”, acrescentou Nadler.

Agora que os democratas detêm a maioria na Câmara, esta nova investigação é um sinal de que Trump corre sérios perigos políticos, mesmo que a investigação sobre conluio com o governo russo não for consequente, obrigando o Presidente a prestar esclarecimentos ao longo dos próximos meses, sobre diversas matérias.

O anúncio de Nadler acontece depois de também várias outras comissões do Congresso terem anunciado investigações separadas, que em alguns casos se sobrepõem, embora os líderes de cada uma delas digam que estão a trabalhar em conjunto. A lista de 81 nomes a quem foram pedidos depoimentos e informações afeta todas as partes da vida de Trump, desde os seus negócios pessoais e empresariais, à sua campanha, passando pela comissão que supervisionou a transição de poder na Casa Branca.

A assessora de Imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse esta segunda-feira que a Casa Branca recebeu a carta e que “as autoridades relevantes da Casa Branca vão analisá-la e responder no momento apropriado”. A lista de inquiridos inclui dois dos filhos do presidente, Donald Trump Jr. e Eric Trump, e muitos de seus atuais e ex-assessores próximos, incluindo Steve Bannon.

O anúncio da nova investigação acontece dias depois de uma semana politicamente complicada para Trump, com o fracasso da cimeira com a Coreia do Norte, em Hanói, e com o seu ex-advogado pessoal, Michael Cohen, em depoimento ao Congresso a chamar-lhe publicamente “racista e vigarista”.

Atualizado às 23h54 de segunda-feira

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