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Ébola

República Democrática do Congo e OMS gerem centro de tratamento de ébola abandonado após ataque

Depois de ter sido alvo de um ataque, um dos centros de tratamento do ébola voltou a abrir. Doze pacientes que tinham sido transferidos para uma unidade provisória já voltaram para o centro principal.

Os dois ataques a centros de tratamento foram perpetrados por atacantes não identificados, que queimaram tendas e outros equipamentos nas instalações geridas pelos Médicos Sem Fronteiras

LINDSAY MACKENZIE / WHO HANDOUT/EPA

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo anunciou, este fim-de-semana, a reabertura de um dos centros de tratamento do ébola abandonado na semana passada depois de ter sido alvo de um ataque.

A informação foi divulgada na noite de domingo, no mais recente balanço do Ministério da Saúde congolês sobre a resposta da República Democrática do Congo, no qual assume a gestão conjunta do centro com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo acrescentou que 12 dos pacientes que tinham sido transferidos para uma unidade provisória em Katwa, também em Kivu do Norte, já foram transferidos de volta para Butembo.

O departamento governamental liderado por Oly Ilunga Kalenga agendou para esta segunda-feira a reconstrução do centro de tratamento de Katwa. Os centros de tratamento de Butembo e de Katwa estavam a ser geridos pela organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) até quinta-feira, quando a ONG referiu que iria suspender a sua atividade na região.

A decisão surgiu depois de dois ataques — nos dias 24 e 27 de fevereiro — a centros de tratamento naquelas cidades congolesas, com a organização a referir que não tinha escolha.

“Enquanto médicos, é muito doloroso ter de abandonar os pacientes, as suas famílias e outros membros da comunidade num momento tão crítico da resposta ao ébola”, referiu então o diretor da equipa de emergência dos MSF, Hugues Robert.

Os dois ataques tiveram contornos semelhantes, tendo ambos sido perpetrados por vários atacantes não identificados que queimaram tendas e outros equipamentos nas instalações geridas pelos Médicos Sem Fronteiras.

A atual epidemia de ébola é já considerada pelo governo congolês como a maior da história do país em número de mortos e contágios. No boletim divulgado no domingo pelo Ministério da Saúde do país, as autoridades confirmaram o registo de 829 casos de contágio e a morte de 496 pessoas devido ao vírus da febre hemorrágica.

Para combater a propagação do vírus, as autoridades iniciaram uma campanha de vacinação, que desde 8 de agosto de 2018 já foi administrada a mais de 85.200 pessoas.

De maneira a estimular a resposta ao vírus, o Ministério da Saúde organizou um evento que, neste fim-de-semana, reuniu cerca de 50 estudantes em Kinsahasa. Durante 24 horas, estudantes de várias áreas — informática, comunicação e medicina — trabalharam no desenvolvimento de soluções inovadoras para ajudar as equipas de resposta nos seus trabalhos.

Ao longo do hackathon, o Ministério da Saúde terá “identificado talentos que poderão trabalhar a tempo parcial no combate ao ébola, particularmente ao nível de um novo sistema de gestão de informações”, lê-se no comunicado.

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