O Governo chinês estabeleceu nesta terça-feira, 5 de março de 2019, como meta para 2019 um crescimento económico “entre 6% e 6,5%”, num relatório divulgado antes do arranque da sessão anual do legislativo do país. O mesmo documento aponta uma meta em torno dos 3% para a inflação.

Em 2018, a economia chinesa cresceu 6,6%, o ritmo mais lento dos últimos 28 anos, coincidindo com crescentes disputas comerciais com os Estados Unidos.

Todas as empresas serão “tratadas de forma igual”

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, prometeu nesta terça-feira, 5 de março de 2019, que todas as empresas serão “tratadas de forma igual”, atendendo às queixas de grupos empresariais norte-americanos e europeus, que resultaram já numa guerra comercial com Washington.

Li, que falava na abertura da sessão anual do legislativo chinês, anunciou ainda uma meta de crescimento para 2019 “entre 6% e 6,5%”. Trata-se de um ritmo ligeiramente abaixo ao alcançado no ano anterior, mas ainda assim entre os mais rápidos do mundo.

Em 2018, a economia chinesa cresceu 6,6%, o ritmo mais lento dos últimos 28 anos, coincidindo com crescentes disputas comerciais com os Estados Unidos.

Na segunda metade do ano passado, China e EUA aumentaram as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.

O presidente norte-americano, Donald Trump, exige que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes atores em atividades de alto valor agregado.

Washington quer também mais acesso ao mercado, melhor proteção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas.