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Arrendamento

Inquilinos contratam seguranças privados para combater “bullying” de senhorios

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Associações de inquilinos falam em "ações de guerrilha", "bullying imobiliário" e "criação de terror". Para travar "capangas" dos senhorios são contratados seguranças privados.

Um manifestante, em Lisboa, a queixar-se do aumento dos custos das rendas

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Vários inquilinos no Porto estarão a contratar seguranças privados para se defenderem de práticas intimidatórias dos senhorios, avança o Jornal de Notícia. Os senhorios terão contratado homens para ameaçar os inquilinos e pressioná-los a abandonar as casas e desistir dos contratos, para que depois possam aumentar os preços das habitações que arrendavam.

José Fernandes, da Associação de Inquilinos do Norte, fala em “ações de guerrilha”, “bullying imobiliário” e “criação de terror” levadas a cabo por “capangas” contratados que terão chegado a ameaçar a vida dos inquilinos. “As pessoas vivem aterrorizadas”, garante o advogado, apontando para “técnicas de intimidação” que incluem “inundar zonas comuns do prédio”, “cortar luz e água sem razão”, “aparecer sem avisar para mostrar a casa a um investidor” ou “levar “gorilas” que intimidem as pessoas”.

Os casos noticiados pelo Jornal de Notícias centram-se no Porto. Inês Branco, do movimento Temos Direito à Cidade, reforça as acusações de José Fernandes, referindo “”mentiras” e “ameaças verbais ou físicas” que geram um alarmante “nível de desproteção das pessoas”. “Isto é uma selva que se propaga sem nenhum travão“, acrescenta, pedindo a intervenção da Câmara Municipal do Porto para “limitar licenças de Alojamento Local” e parar as práticas intimidatórias.

A resposta dos inquilinos será a contratação de seguranças privados, fora do horário normal de trabalho. Por cerca de 50 euros estes impediram as práticas ilegais dos senhorios, afastando os “intimidadores” contratados.

Os casos surgem depois da morte de um homem num incêndio na Rua de Alexandre Braga. O fogo poderá ter tido origem criminosa, umas vez que os únicos inquilinos do prédio (o homem, a mãe e os três filhos) estariam a ser ameaçados regularmente por indivíduos “corpulentos” que ameaçaram represálias caso os inquilinos não deixassem o prédio.

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