O escândalo remonta a 2018, envolveu um elemento do comité do Nobel e levou à suspensão do prémio reservado à Literatura. O ano que passou terminou assim sem galardão para as letras, uma tradição que deverá ser retomada em outubro de 2019.

Assim, e para colmatar a lacuna, serão conhecidos não um mas dois vencedores nesta categoria, referentes a cada um dos anos em questão. A informação foi confirmada por Anders Olsson, secretário interino da instituição ao site do jornal sueco “Dagens Nyheter”.

O adiamento da entrega do Nobel de Literatura, algo que não sucedia desde o ano de 1949, foi o culminar de uma crise provocada pela denúncia de 18 mulheres, em novembro de 2017, que abordaram os abusos de uma “personalidade” próxima da Academia Sueca — tratava-se do dramaturgo francês Jean-Claude Arnault, marido da poetisa Katarina Frostenson. O mediático caso  levou a que seis membros da Academia renunciassem, incluindo a secretária permanente Sara Danius.

Normalmente composto por cinco membros que recomendam um laureado ao resto da Academia, o comité do Nobel deve incluir em 2019 e 2020 “cinco especialistas externos”, incluindo críticos, editores e redatores entre os 27 e os 73 anos.