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Hospitais

Ministério da Saúde acusado de “desprezo, falta de preocupação e esquecimento” com hospital de Leiria

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos pediu à ministra da Saúde para se "começar a preocupar" com o Centro Hospitalar de Leiria e revelou que num ano saíram 12 internistas.

Marta Temido substituiu Adalberto Campos Fernandes como governante com a pasta da Saúde em outubro do ano passado

NUNO FOX/LUSA

Primeiro, o presidente do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) demitiu-se alegando falta de recursos para gerir o hospital. Esta quarta-feira, o presidente da câmara da localidade, Raul Castro (do partido Socialista), reuniu com a ministra da Saúde, Marta Temido, e pôs água na fervura: anunciou que a governante vai “analisar” a situação e prometeu “aguardar mais uns dias para sabermos que medidas vão ser tomadas para resolver” o problema, apesar de denunciar falta de cumprimento do “compromisso de ampliar os recursos” do centro hospitalar. Agora, as críticas subiram de tom — Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, acusou o ministério da Saúde de “desprezo” pelo hospital:

O desprezo que tem existido por este hospital, a falta de preocupação e o esquecimento a que este hospital tem sido vetado é que está a causar este mal, este impacto muito negativo sobre os doentes”, afirmou Carlos Cortes à SIC, pedindo ainda à ministra para se “começar a preocupar” com o centro hospitalar.

As declarações foram proferidas após um encontro de dirigentes sindicais com médicos do hospital de Leiria. O balanço foi cáustico: aos jornalistas, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos revelou que “desde abril de 2018 saíram 12 internistas” do hospital. “É um número absolutamente catastrófico para a atividade daquele hospital”, apontou ainda.

Também presentes na reunião estiveram José Carlos Almeida e Luísa Isabel Silva, dirigentes do Sindicato Independente dos Médicos. A segunda referiu que os médicos do Centro Hospitalar leiriense estão “em exaustão” e a “rescindir contratos, uns atrás dos outros”. Já José Carlos Almeida descreveu “situações graves que colocam em risco a vida dos doentes”, como “estar um especialista e um interno à noite” nas urgências, “não havendo mais ninguém”, e estar “um interno de primeiro ano responsável pela área amarela da emergência médica”.

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