O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, na quarta-feira, que os serviços de segurança do país conseguiram “desmascarar” cerca de 600 espiões e funcionários de serviços de inteligência estrangeiros, declarando que as agências de espionagem tentam interferir nos assuntos internos da Rússia, avançou a agência de notícias russa Ria Novosti.

Durante a reunião anual do Serviço Federal de Segurança (FSB), Putin informou que no ano passado as operações especiais do país “agiram de uma forma eficaz” e que foram detidos “129 funcionários e 465 agentes de serviços especiais estrangeiros”.

O presidente russo afirmou que as agências de inteligência estrangeiras ambicionam obter informação de natureza económica, pesquisa científica e tecnológica do país, e acrescentou que o número de ataques cibernéticos contra a Rússia aumentou em 2018, chegando a 17 mil ciberataques.

É como nos velhos tempos, só que agora, talvez, eles tentam também influenciar os processos (políticos) do nosso país”, disse Putin.

As leis na Rússia preveem uma pena de 10 a 20 anos de prisão pelo crime de espionagem. Para combater esse crime “o trabalho (da FSB) deve ser eficiente, conduzido diariamente e baseado em métodos modernos”, salientou Putin.

No final do ano passado a FSB deteve um cidadão norte-americano, Paul Whelan, por suspeita de espionagem. Whelan continua preso na Rússia e o seu advogado, Vladimir Jerebenkov, em janeiro deste ano, afirmou ter pouca esperança na libertação.