“Capitão Marvel”

O filme número 21 do Universo Cinematográfico Marvel é dedicado ao Capitão Marvel na sua mais recente encarnação feminina, Carol Danvers, personificada por Brie Larson. Este super-herói existe com a chancela da Marvel desde 1967, começou por chamar-se Mar-Vell, e já passou por várias identidades, tendo também já sido homem e mulher (a primeira foi Monica Rambeau, em 1982). Realizado por Anna Boden e Michael Fleck, “Capitão Marvel” passa-se nos anos 90 e segue Carol Danvers, uma ex-piloto da Força Aérea dos EUA, na sua transformação numa poderosíssima super-heroína que acaba por se ver metida num conflito entre duas raças alienígenas que ameaça a existência da Terra. Além de Brie Larson, o elenco inclui ainda Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law e Annette Bening.

“Snu”

Patrícia Sequeira (“Jogo de Damas”) pega aqui na figura de Snu Abecassis e no romance controverso que uniu, no pós-25 de Abril, a dinamarquesa que criou a Dom Quixote e Francisco Sá Carneiro, fundador e líder do PPD, e depois primeiro-ministro de Portugal, ambos casados e com filhos, mas o filme não tem pernas para andar por várias razões. O enredo é frágil, simplista, a roçar o telenovelesco (a “princesa nórdica” da alta burguesia lisboeta e o “príncipe encantado” corajoso do mundo da política), sem vigor dramático, as duas personagens principais são caracterizadas superficialmente, Pedro Almendra nem por um momento faz lembrar Sá Carneiro, Inês Castel-Branco é uma Snu sensaborona (e com um sotaque que se farta de “escorregar”) e a agitadíssima época pós-revolucionária é recriada em cantinhos e gabinetes ou com imagens de arquivo. “Snu” está mais próximo da televisão rotineira do que do cinema.

“John McEnroe: O Domínio da Perfeição

O francês Julien Faraut serve-se aqui de um filme didático sobre John McEnroe, um dos muitos rodados durante o torneio de Roland-Garros nos anos 70 e 80 por Gil de Kermadec, então Diretor Técnico Nacional de Ténis em França, para construir um documentário sobre o campeão americano (narrado por Mathieu Amalric), e o seu génio e mau génio no “court” (que, tal como o original que foi “canibalizar”, transcende os lugares-comuns cansados e os mitos barbudos sobre o tenista, o seu talento superior e o seu feitio espinhudo), e que é ao mesmo tempo um filme sobre as implicações e limitações técnicas e físicas da rodagem de trabalhos desta natureza nos anos 70 e 80. “John McEnroe: O Domínio da Perfeição” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.