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Urgências

Mais de metade dos acidentes que levaram mulheres às urgências em 2018 aconteceu em casa

Em 2018, três em cada quatro mulheres assistidas nas urgências hospitalares tiveram como causa uma queda, revelam os dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

Segundo o estudo, 54,5% das mulheres dos acidentes que levaram mulheres às urgências no ano passado aconteceu em casa

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Mais de metade dos acidentes que levaram mulheres às urgências no ano passado aconteceu em casa, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que aponta as quedas como principal causa.

Em 2018, três em cada quatro mulheres assistidas nas urgências hospitalares tiveram como causa uma queda, revelam os dados do sistema EVITA, coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, divulgados a propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala esta sexta-feira.

Cerca de metade (54,5%) dos acidentes verificados no sexo feminino (em todas as idades) ocorreram em casa, sendo as lesões causadas por queda as mais frequentemente registadas (73,1%)”, segundo o EVITA, que recolhe informações sobre acidentes domésticos e de lazer que levam os utentes às urgências.

O INSA divulga também dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) que indicam que, em 2015, quase metade das portuguesas inquiridas (48,9%), correspondendo a 1,7 milhões de mulheres, com idades entre os 25 e os 74 anos, referiram considerar o seu estado de saúde “bom” ou “muito bom”.

A grande maioria (94,8%) das mulheres entre os 50 e os 69 anos declarou ter realizado uma mamografia nos dois anos anteriores. Por outro lado, 86,3% das inquiridas com idade entre os 25 e os 64 anos disseram ter feito uma citologia nos três anos anteriores à entrevista.

Estes dados referem-se às mulheres residentes em Portugal em 2015 com idades entre os 25 e os 74 anos e são relativos às questões: “De uma maneira geral, como considera o seu estado de saúde?”, “Quando foi a última vez que fez uma mamografia?” e “Quando foi a última vez que fez uma citologia?”.

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge publica ainda dados da Rede Médicos-Sentinela, segundo os quais, em 2017, apenas 40,4% das grávidas começaram a tomar o suplemento com ácido fólico antes de engravidar.

A prevenção primária dos defeitos do tubo neural é possível pela suplementação de ácido fólico, referindo a literatura que a utilização diária de 400 microgramas desta vitamina, com início antes da gravidez e até ao fim do primeiro trimestre, previne cerca de 70%” destes defeitos, sublinha.

Coordenada pelo Instituto Ricardo Jorge, a Rede de Médicos-Sentinela é um sistema de observação e vigilância em saúde formado por médicos de medicina geral e familiar que de forma voluntária participam na notificação de eventos de saúde.

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