Moçambique

Projeto-piloto de empresa portuguesa diminui malária no centro de Moçambique

Uma empresa portuguesa está a desenvolver um projeto-piloto de prevenção da malária na província de Sofola e já há números a indicar a diminuição de casos desde setembro.

As soluções aplicadas em vestuário e até em tintas para as paredes de casas destinam-se a combater "malária, dengue, chikungunya, Zika e febre amarela" e outras doenças originadas pela picada de insecto

LEGNAN KOULA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Uma empresa portuguesa está a desenvolver um projeto-piloto de prevenção, cujo responsável, Mário Brito, afirma estar “a diminuir a prevalência da malária” no Parque Natural da Gorongosa, na província de Sofola, centro de Moçambique.

Mário Brito, da Smart Inovation, que lançou na zona envolvente do Parque da Gorongosa o projeto Movimento Anti-Mosquito em Moçambique (Movam), afirmou que existem já números a indicar “a diminuição de casos de malária” desde setembro, numa área que abrange 177.000 habitantes, dos quais “65% vivem abaixo da linha da pobreza”.

No entanto, o diretor comercial da empresa portuguesa frisou que os números “de decréscimo” ficarão “consolidados decorridos seis meses depois da aplicação” dos produtos, “sem toxicidade nem impacto ambiental” e que utilizam nanotecnologia.

“Só no primeiro semestre de 2018, a malária contagiou 231.000 habitantes na província de Sofala em cada 1.000”, registou Mário Brito, notando que os indicadores serão monitorizados pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa.

“É claro que estas soluções repelentes, testadas e certificadas, não substituem as vacinas, mas previnem a malária”, disse, no Encontro de Promoção e Desenvolvimento Económico de Moçambique, organizado pela Casa de Moçambique em Lisboa, na sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que encerrou esta sexta-feira.

As soluções, aplicadas em vestuário e mesmo em tintas para as paredes de casas, destinam-se a combater “malária, dengue, chikungunya, Zika e febre amarela” e outras doenças originadas pela picada de insecto, com o uso de repelente.

Mário Brito, que contactou esta sexta-feira com quase uma dezena de presidentes dos conselhos municipais de Moçambique, presentes na UCCLA, sublinhou que se pretende “levar isto a todas as províncias de Moçambique”. A província de Sofala, onde está a ser desenvolvido o Movam, em parceria com a Fundação Belmiro de Azevedo, é uma das mais afetadas em Moçambique pela malária, transmitida por picada de insecto, que provoca febres altas, diarreias e mesmo delírios.

Moçambique, que tem uma população que se estima superar os 28 milhões de pessoas, teve 7,1 milhões de casos de contágio de malária no ano passado, segundo a diretora-geral de Saúde Pública. Este número desceu relativamente a 2017, em que se registou 9,98 milhões de casos de contágio. Em 2018, o número de óbitos devido à malária fixou-se em 740 pessoas, enquanto no ano anterior tinham morrido 851.

Nota da redação: o Observador publicou um direito de resposta relativo a este artigo aqui.

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