Cinco remates, 67 toques na bola, três faltas sofridas, 86% de eficácia de passe, três tiros enquadrados, um hat-trick. Faltando palavras para descrever mais uma noite memorável de Cristiano Ronaldo, chegam e sobram os números de mais uma exibição monstruosa do português, que voltou a liderar a sua equipa, neste caso a Juventus, a uma missão à partida impossível que se tornou mundana por causa de um extraterrestre. Apesar de ter valido “apenas” 10,5 milhões de euros diretos de receita pelo apuramento para os quartos de final, a noite de sonho do internacional acabou quase por amortizar os 100 milhões de euros investidos pelos bianconeri, a quem faltava o “senhor Champions” para se tornar “Vecchia Signora Champions”.

Ronaldo desafiou o impossível e voltou a ganhar: hat-trick do português dá passagem à Juventus

No plano individual, tudo contado. Na perspetiva coletiva, tudo percebido. Mas ficou muito mais por contar em relação ao triunfo por 3-0 da Juventus frente ao Atl. Madrid à luz do MVP do encontro, Cristiano Ronaldo. E se o português já liderava em quase todos os parâmetros de golos na Liga milionária, esta noite conseguiu ainda reforçar esse estatuto de número 1.

Com os três golos apontados esta noite, Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro jogador de sempre a chegar/ultrapassar os 125 golos em provas de clubes da UEFA (sendo que, além da Liga dos Campeões onde fez quase todos os golos, teve ainda remates certeiros em finais da Supertaça Europeia, a outra prova europeia de clubes em que participou).

Em paralelo, num encontro que serviu também para ter mais golos em jogos a eliminar (63) do que na fase de grupos da Liga dos Campeões (61), o capitão da Seleção Nacional conseguiu outro feito sem paralelo na altura das decisões na principal prova de clubes na Europa: em 77 jogos realizados entre oitavos, quartos, meias e final da Champions, esteve envolvido num total de 77 golos, marcando 63 deles e assistindo companheiros de Manchester United e Real Madrid para mais 14.

Ronaldo somou também esta noite o oitavo hat-trick da carreira na Liga dos Campeões, igualando Lionel Messi num dos poucos e raros registos da Liga dos Campeões que (ainda) não lhe pertenciam.

O português tem ainda mais outro dado curioso que mostra bem como tão cedo (que é como quem diz, nas próximas décadas…) não será esquecido por jogadores, técnicos, adeptos e responsáveis do Atl. Madrid: nas últimas quatro vezes que os colchoneros sofreram um hat-trick, mesmo tendo Oblak na baliza, ele veio sempre da magia de Cristiano Ronaldo.