A 26 de fevereiro de 2019, o Canadá obrigou 21 portugueses a abandonar o Canadá. Além destes, outros 22 têm ordem para o fazer, de acordo com informação fornecida ao Diário de Notícias pelo porta-voz da Agência dos Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA), Jayden Robertson. Em dois meses, contam-se 1318 estrangeiros deportados e 4021 a aguardar expulsão, números que vão ao encontro das metas estabelecidas pelo governo canadiano que tinha a intenção de deportar 5900 imigrantes irregulares durante o primeiro trimestre deste ano.

De acordo com Jayden Robertson, os 5339 estrangeiros com ordem de deportação demonstram “que foi concluída a pré-Avaliação de Risco de Deportação (PRRA) e que não existem impedimentos conhecidos para que a mesma não se concretize. No entanto, enquanto esses casos aguardam a saída, podem surgir novos impedimentos ou outras considerações, o que significa que estes números são flutuantes”.

O objetivo é, para o responsável, executar rapidamente as deportações, já que se trata de um trabalho que tem o intuito de “deter o terrorismo, bem como o fluxo de contrabando e imigração ilegal para o Canadá.”

Em comparação com 2018, os dados dos primeiros dois meses apontam para uma subida do número de deportações: em 2018 tinham sido deportadas um total de 8160 pessoas. Dessas, 101 foram para Portugal. No entanto, esta é uma previsão que só se irá confirmar no final deste ano, em dezembro.

Do lado dos trabalhadores indocumentados está agendada uma manifestação para este sábado, 16 de março, que se realizará em frente ao Ministério da Imigração, em Toronto. O motivo é, segundo conta ao DN o fundador da Comissão de Trabalhadores Documentados, Manuel Alexandre, o facto de existirem “famílias que estão cá [no Canadá] há 7/10 e mais anos, que sempre trabalharam e cumpriram as obrigações legais, que não cometeram crimes, que têm aqui a sua vida e são expulsas” e que o governo canadiano está a “privilegiar outras nacionalidades, como indianos e filipinos, em detrimento dos europeus”. O presidente da comissão destaca também o pouco interesse do Governo português em encontrar uma solução para este problema.