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Coreia do Norte

Assalto a embaixada da Coreia do Norte em Madrid: autoridades espanholas apontam envolvimento da CIA

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As autoridades espanholas pensam que a CIA está por trás do assalto à embaixada da Coreia do Norte em Madrid, a poucos dias da cimeira de Trump com Kim Jong-un. Assaltantes só levaram computadores.

As autoridades espanholas suspeitam que os serviços de informação dos EUA agiram em colaboração com os seus congéneres da Coreia do Sul

AFP/Getty Images

As autoridades espanholas acreditam que pelo menos dois dos dez homens encapuçados que no dia 22 de fevereiro assaltaram a embaixada da Coreia do Norte em Madrid são da CIA.

A notícia é do El País, que dá conta da investigação da Polícia Nacional e do Centro Nacional de Inteligencia, os serviços de informações de Espanha. Segundo fontes do Governo espanhol consultadas por aquele jornal, em Madrid reina a convicção de que por trás do incidente estão os serviços de informação dos EUA, com a cooperação dos seus homólogos sul-coreanos.

A conclusão das autoridades espanholas surge depois de estas terem analisado as imagens das câmaras de vigilância daquela zona da capital. Através dessas imagens, conseguiram identificar, entre os dez assaltantes, pelo menos dois cujas ligações à CIA já eram do conhecimento dos serviços de informações de Espanha.

A convicção dos espanhóis é de tal forma vincada que estes já contactaram a CIA para exigir explicações. Da parte dos serviços de informação norte-americanos, só houve garantias de que não havia envolvimento da sua parte. Mas, explicam as mesmas fontes ao El País, essa resposta foi vista como “pouco convincente” pelas autoridades espanholas.

Naquele dia, às 15h00 e a menos de uma semana da cimeira entre Kim Jong-Un e Donald Trump no Vietname, dez pessoas envergando armas falsas irromperam pela embaixada da Coreia do Norte e manietaram as oito pessoas da delegação de Pyongyang em Madrid.

O caso passou a ser do conhecimento das autoridades espanholas pouco depois de ter acontecido, já que uma funcionária da embaixada conseguiu fugir do local, saltando da janela de um segundo andar e desta forma alertar as autoridades. Quando estas lá chegaram, já só encontraram os funcionários da embaixada com as mãos atadas e as cabeças tapadas com sacos.

Foi pouco depois da denúncia que, segundo o El País, um carro de patrulha se aproximou da embaixada. Estes chegaram a ser recebidos à porta por uma pessoa de origem asiática — presumivelmente um dos assaltantes — que lhes garantiu que estava tudo bem. Porém, pouco tempo depois, os assaltantes conseguiram fugir a bordo de dois carros da própria embaixada, um Audi e um Mercedes, que pouco depois abandonaram numa rua próxima daquela delegação diplomática.

De acordo com o que já tinha avançado a 27 de fevereiro o El Confidencial, os assaltantes levaram apenas computadores — um indício de que não se trataria de assaltantes comuns, mas antes de alguém que estaria à procura de informações específicas e privilegiadas.

Em causa podem estar informações relativas a Kym Hyok Chol, o diplomata que em 2013 inaugurou a embaixada da Coreia do Norte em Madrid e que ali foi embaixador aé 2017. Kym Hyok Chol, que foi expulso de Madrid como medida de retaliação pelos recorrentes ensaios nucleares de 2017, é hoje um dos principais negociadores da Coreia do Norte junto dos EUA.

A possibilidade de ali terem atuado profissionais treinados ganhou ainda mais contornos quando, dias depois depois do assalto, a antena telefónica daquela zona de Madrid ardeu, explica o El Confidencial.

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