Volkswagen

Volkswagen anuncia corte de pelo menos cinco mil postos de trabalho até 2023

O grupo automóvel alemão anunciou esta quarta-feira o corte de cinco mil a sete mil postos de trabalho até 2023. A decisão é justificada pela "automatização das tarefas de rotina".

Em comunicado a empresa esclareceu que a redução será alcançada através da não reposição de trabalhadores que se reformem

RONALD WITTEK/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O grupo automóvel alemão Volkswagen (VW) anunciou esta quarta-feira o corte de cinco mil a sete mil postos de trabalho até 2023, como parte de um programa de austeridade para financiar pesados investimentos em carros elétricos e autónomos.

Devido à automatização das tarefas de rotina, a empresa assume que entre cinco mil a sete mil postos de trabalho vão desaparecer até 2023″, afirmou a VW, em comunicado, observando que a redução será alcançada através da não reposição de trabalhadores que se reformem.

Na terça-feira, a VW, que em 2018 conseguiu um lucro de 12,15 mil milhões euros, anunciou que prevê produzir 22 milhões de veículos elétricos nos próximos dez anos.

O grupo reviu, assim, as anteriores estimativas, divulgando igualmente que pretende lançar perto de 70 modelos novos de carros elétricos nesse período, em vez dos 50 anunciados até agora.

O lucro atribuível aos acionistas da VW foi em 2018 de 11,827 mil milhões de euros, mais 5,8% do que um ano antes.

O grupo automóvel assinou um “amplo programa de descarbonização para conseguir um resultado completamente neutro de emissões de CO2 em todas as áreas” em 2050 e compromete-se inteiramente com os objetivos climáticos previstos no Acordo de Paris.

O presidente do grupo Volkswagen, Herbert Diess, disse a propósito, citado pela agência de notícias Efe, que a “Volkswagen assume a responsabilidade perante as tendências chave do futuro, em respeito à proteção do clima” e para contribuir para abrandar o aquecimento global.

Atualmente existe uma “grande incerteza” em torno da disputa comercial entre os EUA e a China, o ‘Brexit’, as taxas de juro e o arrefecimento económico em muitas regiões do mundo. A rentabilidade operacional sobre as vendas foi de 5,9% no ano passado, face aos 6% de 2017.

A faturação subiu 2,7% para 235,8 mil milhões de euros e as entregas melhoraram 0,9% até ao valor recorde de 10,8 milhões de veículos.

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