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Lamborghini. Primeiro híbrido não vai ter… bateria

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Fabricante de Sant’Agata Bolognese descarta uso de baterias no seu primeiro superdesportivo híbrido, preferindo apostar na tecnologia que Elon Musk tem há muito debaixo de olho: supercondensadores.

Em Setembro, a principal novidade que a Lamborghini se prepara para apresentar no Salão de Frankfurt é um hiperdesportivo híbrido. Sabe-se agora que, ao contrário dos híbridos convencionais, este Lambo prescinde de baterias em prol de um menor peso e de melhores performances. Tudo para manter fiel uma clientela que não hesitou na hora de desembolsar 2,5 milhões de euros, para assegurar a propriedade de uma das 63 unidades que irão ser produzidas.

Não tendo acumuladores, como é que o LB48H (nome de código do projecto) vai assegurar a circulação em modo exclusivamente eléctrico? A resposta encontra-se num concept que a marca apresentou em 2017, o Terzo Millenio, cuja estética deverá servir de base para o LB48H. O protótipo montava na altura supercondensadores desenvolvidos em parceria com o MIT, por terem a vantagem de serem mais pequenos e mais leves do que as baterias, mas sobretudo por serem muito mais eficazes do ponto de vista da eficiência, já que conseguem fornecer e recuperar energia mais rapidamente. Na ocasião, o chefe de engenharia da Lamborghini, Maruzio Reggiani, revelou que a tecnologia integrada no Terzo Millenio não estava muito longe da realidade. E agora confirmou-o numa entrevista à Road&Track.

A ligação da marca com os supercondensadores não é de agora. Para o Aventador, a Lamborghini firmou um acordo com a Maxwell Technologies, visando colocar os supercondensadores ao serviço do sistema Stop/Start, de modo a conciliar um peso reduzido com uma rápida resposta. Ora, confessa Reggiani, cumprir estes dois requisitos é essencial num projecto como LB48H, com os supercondensadores a apresentarem-se como “uma das soluções mais adequadas”. Significa isto que ao V12 de 6,5 litros atmosférico de que não abre mão, a Lamborghini vai juntar um motor eléctrico alimentado por supercondensadores. Poupa no peso, ganha na rapidez de resposta, mas perderá em autonomia, porque a quantidade de energia armazenada é inferior às baterias tradicionais.

Resta saber se o construtor italiano irá integrar uma evolução dos supercondensadores que desenvolveu em conjunto com o MIT, ou se vai voltar a confiar esta tecnologia à Maxwell que, recorde-se, foi adquirida pela Tesla, já de olho no potencial dos supercondensadores.

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