Um total de 20 pessoas, na maioria crianças, morreram, na quarta-feira, no colapso de um edifício de três andares que albergava uma escola primária em Lagos, sudoeste da Nigéria, segundo dados oficias divulgados esta sexta-feira.

As equipas de emergência tiraram com vida dos escombros outras 43 pessoas que se mantêm internadas em hospitais, segundo o comissário de Saúde do governo do estado de Lagos, Jide Idris.

Idris falava esta sexta-feira em conferência de imprensa depois de as equipas de resgate terem dado as buscas como terminadas na quinta-feira.

De acordo com a diretora da Agência de Gestão de Emergências de Lagos, Adeshina Tiamiyu, “não há mais vítimas entre os escombros”.

O edifício de três andares desabou às 10h00 locais de quarta-feira (09:00 em Lisboa), num momento em que decorriam atividades num infantário e na escola primária, que funcionavam no terceiro piso da construção.

O prédio inseria-se numa zona populacional de Lagos e albergava ainda um centro de reabilitação e uma mercearia.

A Agência de Controlo de Edifícios de Lagos (LASBCA) começou hoje um plano de demolições que afetará 180 edifícios, 20 dos quais serão demolidos, depois de, na quarta-feira, ter adiantado que o edifício que desmoronou tinha sido sinalizado para demolição em 2018.

A queda de edifícios é bastante comum em Lagos, a maior cidade de África e uma das maiores do mundo com mais de 23 milhões de habitantes, devido ao mau planeamento urbanístico e à falta de qualidade das construções.

Em 2016, um edifício de cinco andares que estava em construção caiu no bairro de Lekki, matando mais de 30 pessoas.

Dois anos antes, 80 pessoas tinham morrido na sequência do colapso de um prédio que acolhia uma igreja evangélica.