António Costa

Costa diz que houve partidos a escolher deputados com base nos “soundbites”

304

Sem mencionar os partidos políticos a que se estava a referir, o primeiro-ministro salientou que uma das listas candidatas pôs as frases sonantes à frente da capacidade de trabalho.

Ricardo CasteloNfactos/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta sexta-feira que há partidos políticos que, aquando da constituição das listas às eleições europeias, deram mais atenção aos deputados que produzem soundbites do que ao trabalho.

“Temos de combater a ideia de que os parlamentares europeus só existem no momento das campanhas eleitorais e que os parlamentares europeus existem na medida em que produzem soundbites e não na medida em que produzem resultados efetivos”, afirmou António Costa no encerramento da conferência “A Europa e o Presente”, organizada pelo jornal Público, no Porto.

Sem mencionar os partidos políticos a que se estava a referir, o primeiro-ministro salientou que numa das listas candidatas um dos deputados que trabalha mais — e há mais anos — no Parlamento Europeu aparece na sétima posição, um lugar potencialmente não elegível. “Enquanto outros com um trabalho seguramente com melhores soundbites, mas muito menos trabalho efetivamente produzido estão em lugares mais bem colocados”, sublinhou.

António Costa salientou ainda que o trabalho que é mais invisível é o mais relevante e importante. “Ouvi nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, num partido que elegia dois deputados e nas últimas só elegeu um, ver preterido aquele que maior trabalho realizou em detrimento daquele que mais soundbites produziu”, acrescentou.

Na sua opinião, esta “perversão” empobrece a democracia e tende a confundir naquele acrónimo de KISS (Keep it simple, stupid) a ideia de simplificação com estupidificação. “E essa diferença é essencial para perceber a mensagem. O estúpido é quem não simplifica, mas a simplificação não significa tratar os outros como estúpidos”, frisou.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

Quem quer casar com um governante?

Luís Reis
869

Se Soares foi Presidente-Rei, Costa revelou-se Primeiro-Ministro-Rei chamando o seu reduto doméstico a participar no governo dos súbditos, um nepotismo rosa instalado e a preparar a sucessão dinástica

Obituário

O meu amigo Augusto Cid

Alexandre Patrício Gouveia

Sem Augusto Cid Camarate teria, para sempre, sido descrito como mero acidente, e os portugueses teriam vivido com uma mentira relativamente à morte do seu primeiro-ministro e do seu ministro da Defesa

CDS-PP

O peso das escolhas

Miguel Alvim

O único, exclusivo e fundamental ponto é este sinal imensamente negativo dado à sociedade: é que, afinal, parece que o cargo não executivo na Galp é mais importante do que ser vice-presidente do CDS.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)