Rádio Observador

Bloco de Esquerda

Catarina Martins defende mais investimento público para fazer “o que falta fazer”

360

A coordenadora do BE defendeu mais investimento público e melhoria de salários e pensões para "fazer o resto" que falta, após três anos e meio de legislatura do Governo minoritário do PS.

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A coordenadora do BE defendeu hoje mais investimento público e melhoria de salários e pensões para “fazer o resto” que falta, após três anos e meio de legislatura do Governo minoritário do PS, comentando melhorias económicas em Portugal.

“Agora, que já se provou que uma pequenina recuperação faz tão bem ao país, quando até as instituições internacionais tiveram de reconhecer que estavam erradas e é protegendo as pessoas que se protege a economia, quando a economia cresce, então façamos o que falta fazer porque neste país ainda se vive muito mal, os salários não chegam até ao fim do mês, as pensões são curtas demais”, afirmou Catarina Martins, à margem de uma visita ao bairro da Quinta da Lage, na Amadora.

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) subiu na sexta-feira o ‘rating’ de Portugal para dois níveis acima do grau de investimento especulativo, com perspetiva estável, e o primeiro-ministro, António Costa, afirmou ter a ambição de Portugal a crescer acima da União Europeia (UE) “pelo menos por uma década”, defendendo a continuidade da política que levou muitos a anunciar que “o diabo vem aí”, ao passo que o Presidente da República se congratulou com o “percurso rápido e bom” que o país está a fazer.

“Este é o momento em que, se o caminho da recuperação, ainda que tímida, deu frutos tão positivos, então façamos o resto. Investimento público essencial, recuperar salários, pensões, investir na habitação porque é um direto constitucional e um pilar da democracia e da dignidade da vida de cada um e cada uma”, continuou a líder bloquista.

Segundo Catarina Martins, “foi ao manter a determinação – porque a economia do país mede-se nas condições concretas de vida das pessoas – que o país começou a recuperar”.

“Diziam-nos que subir o salário mínimo ia causar desemprego e o colapso da economia, que descongelar pensões punha em causa a sustentabilidade da Segurança Social, que qualquer política que defendesse as pessoas ia levantar a ira das agências de ‘rating’ e da Comissão Europeia. Só a firmeza defende o país”, garantiu.

“Quando começou esta legislatura e defendemos que era possível recuperar salários e pensões e ter políticas públicas que defendessem as pessoas, diziam-nos que isso ia ser o desastre, que vinha a calamidade económica, que as instituições internacionais estavam em pânico e iam atacar o país”, recordou.

Sobre a situação do conjunto habitacional visitado, um bairro “autoconstruído há décadas” e que agora está previsto ser demolido, com a Câmara Municipal da Amadora a contactar moradores para serem realojados no município, mas em casas mais pequenas, Catarina Martins afirmou que há que “parar com estes processos de expulsar pessoas devido à especulação imobiliária”.

A coordenadora do BE reclamou maior investimento público em “direitos fundamentais como a habitação por parte do Estado” e a necessidade de “ouvir as comunidades” para encontrar as melhores soluções para os problemas e casos concretos.

A situação do bairro da Quinta da Lage envolve cerca de “400 famílias, mais de mil pessoas”, que “pagam obrigações e contribuições como o IMI”, por exemplo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)