O movimento anti-vacinação foi considerado no início deste ano uma das 10 principais ameaças à humanidade pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Como conta o El Mundo, a OMS afirma este movimento põe em risco “o progresso alcançado na luta contra doenças evitáveis” e a prevenção de 2 a 3 milhões de mortes por ano, dando o exemplo dos casos de sarampo, que aumentarem em 30% nos últimos anos. E os Govenos estão a apertar o cerco a quem promove a anti-vacinação.

Itália é um dos países onde se deu conta do ressurgimento do sarampo. Em 2017, registaram-se quase 2 mil e 400 casos, 90% em crianças não vacinadas. No país, a taxa de cobertura da vacinação é 80%, menos 15 pontos percentuais do que os recomendáveis 95%. A falha, aponta a OMS, está na expansão do movimento anti-vacinação. Em 2017, governo italiano fez um plano de vacinação obrigatória para crianças até aos 16 anos, com o objetivo de quebrar a tendência anti-vacinação. O regulamento entrou em vigor esta semana e estabelece, entre outras medidas, que crianças com menos de 6 anos não podem frequentar a escola. No que toca à escola primária, os pais que não tiverem o cartão de vacinação dos filhos em dia podem levar as crianças à escola, mas sujeitam-se a pagar uma multa de 500 euros.

Nos Estados Unidos também houve várias iniciativas para tentar travar a anti-vacinação. E só desde o início de 2019 já houve seis surtos de sarampo. Há várias propostas de lei em cima da mesa em diferentes estados para tornar a vacinação um requisito escolar obrigatório, independentemente das razões éticas, religiosas ou filosóficas.

Num congresso na semana passada, Ethan Lindenbergerberger, de 18 anos, fez um discurso especialmente marcante. O jovem vacinou-se às escondidas dos pais e contou como foi crescer “com uma mãe que acredita que as vacinas são perigosas e que falou abertamente sobre seus pontos de vista tanto na Internet quanto pessoalmente”.

Em janeiro do ano passado, a justiça deu razão a uma cresce em Maresme, Barcelona, que se recusou a aceitar uma criança que não tinha sido vacinada. Em Espanha, algumas regiões como Castilla e León, Estremadura ou a Galiza já exigem que os pais vacinem os filhos para que estes entrem nas cresces públicas. A Ministra da Saúde espanhola, María Luisa Carcedo, disse que o país tem mais de “95% de cobertura da vacinação”. Mas convencer os pais mais céticos de que a vacinação é importante é um trabalho difícil.