As pequenas trotinetas eléctricas, ou e-scooters como muitos lhes chamam, herdando a denominação americana onde a moda começou, são uma forma prática e agradável de os habitantes das grandes cidades se deslocarem do ponto A ao B sem recorrer ao seu automóvel, autocarro ou táxi.

As deslocações habitualmente não tardam mais de uns minutos e custam uns euros. Mas, por vezes, deixam marcas nos seus utilizadores e nos peões que atropelam, pois à medida que se tornam mais populares, os pequenos veículos (alugados pela Lime e seus concorrentes) tendem a causar um crescente número de acidentes. Nos EUA, onde não só o número de clientes desta classe de veículos de duas rodas é maior, como estes estão igualmente disponíveis em maior número, o número de acidentes despertou a atenção do Centers for Disease Control e Prevention (CDC), que efectuou um estudo para perceber como reduzir, se não evitar, os acidentes.

As conclusões definitivas do CDC só deverão ser conhecidas na Primavera, mas a estação de TV norte-americana CNBC meteu as mãos à obra e tentou antecipar os resultados. Jeff Taylor, o responsável pela departamento de saúde da cidade de Austin, no Texas, aproveitou o contacto da CNBC para esclarecer alguns pontos: “Existe a ideia que a maioria dos acidentes com as e-scooters acontece à noite, o que não corresponde à realidade. Também há a ideia que os acidentes com as trotinetas resultam de embates em automóveis, o que tão pouco é verdade, pois muitas vezes os condutores destes veículos apenas perdem o equilíbrio depois de passar por um buraco.” O certo é que “os danos nos condutores destes veículos de duas rodas são provocados, em 98% dos casos, pela ausência de capacete”, de acordo com o centro médico da Universidade de São Diego.

Mas os dados mais curiosos, entre os reunidos pela CNBC, são o facto de “48% dos utilizadores de trotinetas acidentados revelarem um teor de álcool no sangue superior ao permitido por lei, e 52% terem acusado a presença de drogas”.

Todas as empresas que exploram as e-scooters apoiam o estudo do CDC e a Uber foi ao ponto de suspender o serviço, supomos que momentaneamente, após o acidente de uma jovem que não conseguiu fazer uma curva na trotineta que tinha alugado à Jump, da Uber, e embateu num poste. Pamela Tick teve de levar pontos no lábio, admitindo estar a circular entre 16 e 25 km/h. Como as trotinetas eléctricas estão dotadas de travão e acelerador, é tudo uma questão de opção de quem vai aos comandos…