Uma equipa de dois peritos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves chegou este domingo de manhã ao local do acidente com um ultraligeiro que fez dois mortos, no sábado, em Bragança.

Os peritos estão no terreno desde cerca das 09h00 para investigar as causas do acidente aéreo que testemunhas oculares descrevem como uma “explosão e queda” do avião com dois lugares que vitimou um conhecido empresário de 60 anos, e um jovem piloto da TAP, de 26 anos, ambos de Bragança.

As duas vítimas eram pilotos com experiência e membros do Aeroclube de Bragança, proprietário da aeronave acidentada. O acidente ocorreu perto das 18h00 de sábado, quando realizavam um voo de recreio, habitual entre os membros do Aeroclube para fazerem treino.

Os destroços ficaram espalhados por um descampado próximo da aldeia de Varge, a cerca de cinco quilómetros do aeródromo municipal de Bragança, de onde a aeronave descolou cerca das 17:30.

Os corpos das vítimas foram retirados do local ainda na noite de sábado e encaminhados para o Instituto de Medicina Legal de Bragança, onde deverá ser realizada a autópsia, na segunda-feira, segundo fonte do Aeroclube.

Membros desta instituição estão a acompanhar os investigadores no terreno.

Este acidente aéreo foi o primeiro com vítimas mortais, em Bragança, segundo disse, no sábado, o diretor do aeródromo municipal, Orlando Gomes.

“É a primeira vez que acontece uma situação desta amplitude”, afirmou o responsável pela infraestrutura aeronáutica, onde está sedeado o Aeroclube de Bragança proprietário do avião ultraligeiro com dois lugares usado em passeios de recreio e adquirido há dois meses.

O avião é de fabrico checo e com matrícula de 2007.

A direção do Aeroclube de Bragança (ACB) lamentou a perda de “dois amigos” e manifestou “enorme pesar pela situação dolorosa”, em particular à família das vítimas.

“É com profundo pesar que o Aeroclube de Bragança vive um dos momentos mais trágicos da sua existência, a perda de dois amigos”, expressou em comunicado.

O Aeroclube de Bragança refere que “as causas do acidente são ainda desconhecidas” e recordou que, no mesmo dia a aeronave fez uma viagem de ida e volta entre Bragança e Leon “pilotado por Telmo Garcia, associado do ACB”.

Esse piloto garantiu que “o avião estava em perfeitas condições, não escondendo a incredulidade que a situação causou em toda a “família do ACB”, bem como a toda a equipa que opera no aeródromo municipal de Bragança.

“De momento a direção do ACB tem a sua atenção centrada nos familiares dos dois “companheiros”, prestando-lhes toda a solidariedade”, indica ainda, referindo-se a este como um “dia de luto para o Aeroclube de Bragança e para toda a aviação civil nacional”.

O alerta para o acidente foi dado às 17h54 e, como disse o comandante dos bombeiros de Bragança, José Fernandes, quando a primeira equipa chegou ao local “viu um monte de destroços e dois corpos dentro da aeronave”.

No total estiveram envolvidos na operação de resgate dos corpos 17 elementos e cinco viaturas, segundo ainda o comandante. A Proteção Civil Municipal está a dar apoio psicológico às famílias das vítimas, de acordo com o vereador Paulo Xavier.