Rádio Observador

Angola

Estado angolano deve 100,2 milhões de euros à empresa pública de águas de Luanda

Segundo o diretor da Empresa Pública de Águas de Luanda, a dívida acumulada da empresa ascende a cerca de 167 milhões de euros e, deste valor, 100,2 milhões de euros "são dos organismos do Estado".

Para o diretor comercial da EPAL, Ângelo Filipe, a "primeira preocupação" da companhia é resolver o défice de de cerca de 350 mil contadores.

ANDRE CATUEIRA/LUSA

O Estado angolano deve cerca de 36 mil milhões de kwanzas (100,2 milhões de euros) à Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), mais de metade da dívida total, anunciou esta segunda-feira a direção da empresa.

Segundo o diretor comercial da EPAL, Ângelo Filipe, a dívida acumulada da empresa ascende a 60 mil milhões de euros (perto de 167 milhões de euros) e, deste valor, 36.000 milhões de kwanzas “são dos organismos do Estado”.

“Portanto, há aqui um problema muito grave que ainda temos que atravessar, porque se de um lado cobramos, do outro há entidades que não nos pagam”, disse o responsável à rádio pública angolana, anunciando o início, em breve, de uma campanha de corte de água aos clientes devedores.

O diretor comercial da EPAL assumiu que a capital angolana, Luanda, com mais de sete milhões de habitantes, ainda tem um défice de cerca de 350 mil contadores.

A “primeira preocupação” da empresa, adiantou, é resolver esse défice, referindo que “hoje em dia a aquisição e instalação de um contador e a respetiva mão-de-obra custa cerca de 30 mil kwanzas” (cerca de 83,5 euros).

“E estamos a ver que será um investimento na ordem dos 5 mil milhões de kwanzas [13,9 milhões de euros] e a empresa, por si só, não está, ainda, em condições de fazê-lo”, observou.

“Queremos sustentar a nossa atividade comercial e a nossa rentabilidade financeira para projetos que efetivamente despertem maior acutilância da população entre a produção, estabilização e depois outras ações (…)”, apontou.

Apesar de ações da empresa para o fornecimento de água em Luanda, várias zonas da capital angolana ainda não têm acesso a rede pública de água e outras carecem de reabilitação do sistema.

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