O Ministério da Educação garante que este ano foram atribuídas mais horas aos professores de História e Geografia de Portugal. A resposta da tutela, avançada pelo Público, surge depois de a Associação de Professores de História ter denunciado que a maioria das escolas está a cortar nos tempos letivos da disciplina para poder arranjar espaço nos horários para lecionar a nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, segundo noticiava o Expresso neste fim de semana.

Depois de no sábado, à margem de uma visita à Feira de Educação, Ciência e Tecnologia de Ponte de Lima, o ministro Tiago Brandão Rodrigues ter assumido que História e Geografia são “centrais”, não querendo “acreditar que as escolas diminuam ou menosprezem estas áreas curriculares”, surge agora a resposta oficial do seu gabinete.

Depois de uma verificação aos horários atribuídos aos grupos de recrutamento de História e Geografia, o Ministério da Educação concluiu que “há mais horas atribuídas a estes grupos em 2018/2019 do que em 2017/2018”.

Embora este dado não seja, por si só, garantia de que estejam a ser dadas mais horas das duas disciplinas, a tutela acredita que afasta a ideia de que História e Geografia de Portugal tenham sido prejudicadas com a entrada em vigor da Flexibilidade Curricular. O diploma prevê que as escolas tenham autonomia de 25% para gerir o currículo e cria a nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Segundo a Associação de Professores de História é exatamente para arranjar horas letivas para dar esta disciplina que História e Geografia estão a ser prejudicadas. No entanto, a tutela sublinha que o número de horas das duas disciplinas não sofreu cortes com esta última alteração legislativa, mantendo os mesmo cerca de 700 minutos semanais que estavam definidos desde 2012, escreve o Público.

O Ministério da Educação e os representantes das associações de professores das duas disciplinas já têm agendadas reuniões para discutir este tema.