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Cabo Verde

Corredor Praia-Dacar-Abidjan vai levar a Cabo Verde produtos que não chegam

O secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima de Cabo Verde sublinhou que corredor "irá permitir o acesso ao mercado regional e vice-versa, e também a nível cultural e social".

Este corredor prevê a ligação marítima entre Praia (Cabo Verde) e Dacar (Senegal) e o posterior transporte aéreo para Abidjan (Costa do Marfim)

FRANCK ROBICHON/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O corredor que prevê a ligação marítima entre Praia (Cabo Verde) e Dacar (Senegal) e o posterior transporte aéreo para Abidjan (Costa do Marfim) permitirá a circulação de produtos que atualmente não chegam ao arquipélago cabo-verdiano, segundo fonte oficial.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima, Paulo Veiga, destacou a importância deste corredor, uma vez que “irá permitir o acesso ao mercado regional e vice-versa, e também a nível cultural e social”.

O governante falava à Lusa à margem do primeiro encontro da comissão de direção do programa de desenvolvimento do corredor Praia-Dacar-Abidjan, que decorre na cidade da Praia.

Este corredor prevê a ligação marítima entre Praia (Cabo Verde) e Dacar (Senegal) e o posterior transporte aéreo para Abidjan (Costa do Marfim), tendo por isso duas modalidades: marítima e aérea.

Atualmente, recordou, apenas existem alguns voos entre Cabo Verde e o Senegal, assegurados pelas companhias aéreas dos dois países, faltando uma ligação marítima.

Esta ligação marítima terá maior importância ao nível das mercadorias, uma vez que, ao nível do transporte de passageiros, as ligações aéreas já permitem alguma resposta, acrescentou.

Os promotores da ligação estão a contar com comerciantes que utilizarão os navios para se deslocarem até aos locais onde se encontram as mercadorias e depois as transportariam nos navios.

Este transporte marítimo será assegurado por empresas privadas, existindo já empresas cabo-verdianas e senegalesas interessadas neste negócio, segundo Paulo Veiga.

O governante sublinhou, contudo, que o projeto está aberto a outras nacionalidades.

Para o secretário de Estado, quando o corredor estiver em funcionamento irá permitir que “muitos produtos produzidos na região possam chegar a Cabo Verde, o que atualmente não é possível”.

“Virão através desta linha e permitirá que Cabo Verde seja uma plataforma para que produtos que venham das Américas e da Europa estejam em Cabo Verde e sejam depois exportados para a região”, adiantou.

Para já, ainda não existem datas para o início desta ligação, sendo ainda necessários “alguns investimentos ao nível portuário e das estruturas” em Cabo Verde para que sejam criadas as condições, nomeadamente de conforto para os passageiros, as quais passam pela construção de gares.

Em Cabo Verde, deverá ser o porto da Praia a ser contemplado no corredor, existindo ainda outras três alternativas: Boavista, Sal e São Vicente.

A reunião desta terça-feira, que decorre num hotel da capital cabo-verdiana, conta com a participação de técnicos e ministros de Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Libéria e Senegal.

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