O cosmonauta russo Evgeny Tarelkin e mais cinco voluntários, dois deles norte-americanos, vão estar isolados do exterior durante quatro meses, numa experiência que visa testar uma viagem à Lua.

A tripulação fictícia começou esta terça-feira a sua ‘clausura’ num complexo experimental instalado no Instituto de Problemas Biomédicos de Moscovo, na Rússia. O complexo é formado por módulos cilíndricos em cujo interior é simulada a superfície lunar.

Evgeny Tarelkin, que já esteve quase cinco meses no espaço, na Estação Espacial Internacional, entre 2012 e 2013, participou anteriormente num ensaio de uma aterragem em Marte.

Durante quatro meses, o grupo, que só poderá comunicar com a família uma ou duas vezes por semana, vai ensaiar a permanência na órbita lunar, a alunagem, as caminhadas lunares, o controlo remoto do veículo espacial e o regresso à Terra.

Esta é a segunda etapa de uma experiência que começou em 2017 e durou 17 dias. Está prevista uma terceira etapa, em 2020, que deverá durar oito meses.

A Rússia quer enviar a primeira missão tripulada à Lua em 2031 e iniciar a construção de uma base na superfície lunar em 2034.