Turismo

Santos em carne e capelas com ossos. O roteiro obrigatório do turismo macabro em Portugal

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Cadáveres tão bem preservados que podem ser vistos em caixões de vidro, capelas com paredes de ossos humanos e o palco de um dos crimes mais famosos do país. O mapa do turismo macabro em Portugal.

Alguma vez teve uma certa curiosidade em visitar lugares supostamente assombrados ou onde aconteceram alguns dos desastres mais hediondos da História? Há quem o faça e, quando assim é, estamos perante uma nova forma de turismo: o macabro. Tem crescido tanto em popularidade que a Netflix até lançou uma série onde um jornalista australiano viaja pelo mundo para descobrir porque é que há tanta vontade de explorar sítios tristes ou assustadores. Ao longo dos oito episódios, o protagonista nunca passa por Portugal. Mas devia.

Por cá, o turismo macabro ainda não atrai visitantes. Questionado pelo Observador, o Turismo de Portugal explica que “não pode ser considerada uma motivação específica, mas antes um complemento à descoberta das cidades e do que as diferencia, visto que os cemitérios podem ser usufruídos como locais patrimoniais ou de culto de celebridades”. Isto é, há quem entre no turismo macabro em Portugal, mas quase sem querer, quando visita sítios como o Panteão Nacional — onde se visitam mortos famosos da nossa História — ou o Convento do Carmo, que testemunha um dos eventos mais catastróficos em Portugal.

Nem tudo é, porém, tão inocente assim. Fora os lugares abandonados, que pode descobrir no artigo aqui em baixo, há um verdadeiro roteiro do turismo macabro, de norte a sul do país. São capelas feitas de ossos humanos, santos em carne preservados em jazigos de vidro, prisões do tempo do Estado Novo e cemitérios que não recebem apenas funerais, mas também passeios de domingo. Conheça esses lugares lá em cima, na fotogaleria.

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