Uma carta encontrada no carro do principal suspeito do ataque de Utrecht, Gökmen Tanis, está a levantar grandes possibilidades de que a motivação tenha sido terrorismo religioso, diz um comunicado conjunto entre o Ministério Público holandês e a polícia. Porém, e segundo a mesma fonte, outras hipóteses mantêm-se ainda válidas e sob investigação para ação do homem que matou três pessoas e feriu outras nove na segunda-feira: “Neste momento, a motivação terrorista está a ser levada seriamente em conta”, diz o comunicado.

O conteúdo da carta não foi revelado, mas apresentará indícios da ligação de Tanis às suas motivações para ter disparado sobre dez pessoas. Segundo a investigação das autoridades holandesas, o autor dos ataques não terá qualquer relação com os mortos e feridos resultantes do ato, contrariamente ao que chegou a ser avançado na terça-feira. No dia do atentado, as autoridades afirmaram a possibilidade de o ataque ter uma motivação terrorista, não descartando outros motivos, como uma disputa familiar ou uma relação amorosa.

O principal suspeito, Gökmen Tanis, tem origem turca e 37 anos. Foi detido na segunda-feira depois de oito horas de caça ao homem. Acumula nove processos judiciais que passam por crimes como um roubo a uma loja de bicicletas, ataques à autoridade, uma suposta violação e maus-tratos da namorada.

Ataque em Utrecht: presumível autor já foi suspeito de violação e homicídio

Para além da carta, uma arma de fogo foi apreendida durante a detenção. Tanis não foi o único detido: dois outros homens, irmãos de 23 e 27 anos, estão sob custódia. Segundo a lei holandesa, Tanis terá de ser apresentado perante um juiz até esta quinta-feira.