O Governo Regional da Madeira chegou a acordo com os sindicatos dos enfermeiros, à semelhança do que aconteceu com os professores há alguns meses, para o pagamento da verba que diz respeito aos anos em que o tempo de serviço dos enfermeiros esteve congelado. A notícia é do Público, que adianta que a cedência vai custar ao orçamento regional cerca de quatro milhões de euros.

Nos termos do acordo, os enfermeiros vão receber a devolução da verba já a partir de maio, um processo que será feito de forma faseada, até 2021. Para já, os próximos meses de maio e outubro são os dois momentos em que os enfermeiros vão receber 15% do “reposicionamento remuneratório” — no próximo ano, recuperam-se mais 42% e em 2021 mais 43%. Na prática, o acordo irá fazer com que cerca de 1.500 enfermeiros progridam pelo menos um escalão (em alguns casos, dois), passando a ganhar até mais 200 euros por mês.

O acordo, neste e noutros pontos, satisfez as reivindicações do sindicato madeirense do setor, o SERAM — que, agora, reconhece que se cria uma discrepância face ao que acontece no continente, uma “desigualdade e a injustiça”. Já o secretário regional para a saúde, Pedro Ramos, diz ao Público que a intenção foi “englobar todos os enfermeiros para, de alguma forma, repararmos o que tem sido uma injustiça para este grupo de profissionais, fundamental para o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira”.

O Governo Regional da Madeira já tinha, também, chegado a acordo com os sindicatos dos professores para ir ao encontro das suas reivindicações. Foi em outubro que o Conselho do Governo Regional aprovou a recuperação total do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas, uma devolução também faseada mas que já começou em janeiro de 2019.

Madeira. Professores recuperam todo o tempo de serviço congelado a partir de janeiro de 2019