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Nova Zelândia

Nova Zelândia cumpre na sexta-feira dois minutos de silêncio pelas vítimas do ataque a duas mesquitas

A homenagem será transmitida na rádio e televisõe públicas e acontece uma semana depois dos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos.

A primeira-ministra, Jacinda Ardern, disse que o país quer mostrar o apoio à comunidade muçulmana, no regresso às mesquitas

MICK TSIKAS/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Nova Zelândia vai cumprir, na sexta-feira, dois minutos de silêncio pelas vítimas dos ataques às mesquitas, e transmitir a chamada à oração na rádio e televisão públicas, num gesto de apoio à comunidade muçulmana.

“Queremos mostrar o nosso apoio à comunidade muçulmana, no seu regresso às mesquitas, particularmente esta sexta-feira”, afirmou a primeira-ministra, Jacinda Ardern, em conferência de imprensa.

A homenagem acontece uma semana depois dos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos.

Jacinda Ardern falava no final de uma visita a Christchurch, a terceira maior cidade do país e palco daquele que descreveu como o “pior ataque da história da Nova Zelândia”.

Na quarta-feira, Ardern garantiu que nunca irá mencionar o nome do alegado responsável pelo ataque, o australiano supremacista branco Brenton Tarrant, para negar o protagonismo a um “terrorista, criminoso e extremista”.

A jovem primeira-ministra, de 38 anos, tem recebido elogios da comunidade internacional pela forma como tem gerido a catástrofe, que vai desde o apoio à comunidade muçulmana à anunciada reforma de lei de armas.

Questionada sobre possíveis represálias do autoproclamado Estado Islâmico, a primeira-ministra afirmou: “O que tenho ouvido da comunidade muçulmana é a rejeição do extremismo, da violência e do ódio, não importa de onde venham”.

Na terça-feira, quatro dias após o massacre, os familiares começaram a receber os restos mortais das vítimas e esta quarta-feira começaram a realizar cerimónias fúnebres.

Segundo Ardern, 30 corpos estão prontos para serem entregues às famílias. O processo tem sido “difícil e frustrantemente lento” para os familiares, assinalou, embora tenha elogiado o trabalho das autoridades.

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